29 de julho de 2014

INFARTO


Desmoronar dos falsos valores.
Perder a motivação e o entusiasmo pela vida.
É uma área de necrose (morte celular) em um tecido ou o resultante da oclusão
arterial que interrompe o suprimento sangüíneo, causada por trombos ou êmbolos, etc.
O infarto pode ocorrer em vários órgãos, inclusive no coração (infarto do miocárdio).
Em sua forma mais típica, ocorre repentinamente. Os sintomas mais comuns são
dor intensa no peito, que se irradia para o pescoço e braços; sudorese e alteração nos batimentos No âmbito metafísico essa condição representa um grande abalo interior, provocado pelo desmoronar dos falsos valores.
O infarto do miocárdio é resultante de um estilo de vida adotado ao longo da nossa
trajetória. Geralmente estruturamos nossa vida baseada no desejo de conquista, nas
obrigações assumidas e, principalmente, nas pessoas do convívio.
Buscamos encontrar o sentido da vida na materialidade ou nos outros. Perdemos o
contato sensorial com nossa essência interior. Passamos a viver em função das conquistas.
Motivamo-nos para galgar uma posição social e melhoria financeira.
Entusiasmamo-nos pelos outros. Todos os nossos esforços visam agradar quem nos
é caro, para ter harmonia nas relações afetivas. Tudo o que fazemos objetiva 
exclusivamente o bem estar dos entes queridos. Damos mais importância a eles do que a nos mesmos.
Negamos nossas reais necessidades. Deixamos de praticar as atividades que sempre nos
foram prazerosas; anulamos nossas vontades próprias. Ofuscamos nosso mundo interno,
motivamo-nos apenas pelas situações externas.
Quando, por algum motivo, vemos essas bases de sustentação de nossa motivação
em ruínas, o choque é tão grande que comprometemos a vontade de viver.
A interrupção dos caminhos traçados representa não ter mais motivo para agir, 
nem vontade de existir. Isso pode ocorrer pela desestruturação do lar, decepção com um ente querido; ou ainda, pelo fim da carreira profissional, e assim por diante. Esse abalo interior pode causar em algumas Já as pessoas que edificam suas vidas em si mesmas, fazendo de sua essência o seu ponto de referência, quando estão frente às dificuldades e obstáculos não chegam a se abalar ao ponto de perder a motivação pela vida. 
Essa atitude proporciona uma vida saudável e garante forças para superar o desmoronar daquilo que faz parte de sua vida. Isso porque tudo o que se vivência é parte da vida, mas não representa a vida como um todo. 
Viver é muito mais do que conquistar bens materiais, ter uma boa posição social ou
proporcionar o que há de melhor para os entes queridos. Tudo isso é importante, mas não
pode se tomar uma condição vital. Merecemos o que há de melhor na vida. A felicidade
afetiva está ao alcance de todos aqueles que não se anulam perante os entes queridos; que
interagem, sem sufocar sua integridade.
Somos a fonte da nossa vida. Não adianta buscar sentido nas coisas externas; é
preciso cultivar a essência interior para que possamos nos integrar com o mundo exterior com maior intensidade e grande qualidade.
Isso não significa que devamos ser rigorosos e fazer somente o que gostamos.
Devemos, sim, encontrar uma maneira gostosa de realizar tudo aquilo que faz parte 
da vida e também cumprir com as responsabilidades assumidas. E preciso dar o melhor 
de si para usufruir o que há de melhor da vida. Ser pleno no amor, mas não perder o amor próprio. 
Caso seu entusiasmo pela vida e sua motivação pessoal se encontrem reduzidos ou
abalados, ou se você já foi acometido por algum infarto, olhe para si. 
Observe seus hábitos, veja o jeito como tem atuado nas situações familiares 
e profissionais. Reavalie seus valores de vida. Busque sua verdadeira característica, 
que foi perdida ao longo de sua existência.
Resgate sua originalidade, voltando a ser quem você é; viva com mais qualidade e
Para isso, não é necessário abandonar nada do que você conquistou, nem tampouco
deixar de fazer o que você faz; simplesmente faça do seu jeito. Seja mais original e
verdadeiro para consigo mesmo. Assim a vida continuará vertendo em seu coração e se
manifestando em seu corpo a cada instante, em forma de prazer, motivação, 
entusiasmo e alegria de viver.

Extraído do livro METAFÍSICA DA SAÚDE vol. II, de Valcapelli e Gasparetto.

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28 de julho de 2014

ACEITAÇÃO VERSUS REJEIÇÃO


O medo da rejeição incapacita milhões de pessoas. Ele faz com que o amor não correspondido seja uma tragédia compreendida por todas as culturas. Espiritualmente, você não pode ser rejeitado, a menos que rejeite a si mesmo. Duvido que qualquer mensagem tenha sido tão mal interpretada quanto esta, pois, quando outra pessoa o rejeita, a dor imposta é sentida, e você é a vítima. Sendo assim, para esmiuçar o funcionamento da rejeição, precisamos olhar com mais atenção toda a questão do julgamento. Esse não é um assunto novo, embora não haja nada de novo a acrescentar. Todo julgamento se resume ao julgamento contra si mesmo. O julgamento próprio assume várias formas, tais como medo do fracasso, um senso de ser vitimado, falta de confiança etc. Na maior parte do tempo há apenas uma vaga sensação de "Não sou bom o bastante", ou "Não importa o que eu conseguir, na verdade, sou um fracasso".
Muitas pessoas deparam com uma falsa solução. Elas desenvolvem uma imagem ideal, depois tentam fazer jus a essa imagem e convencer o mundo de que aquilo é o que são. (Ressalte-se a lenda da cantada perfeita, que sempre dá certo com mulheres solteiras num bar — fantasia desesperada pela qual só se estabelece uma conexão através da imagem.) Uma autoimagem idealizada pode ser tão convincente que você consiga convencer até a si mesmo. Quantos banqueiros, em consequência da  ganância temerária que quase arruinou a economia em 2008, continuaram a enxergar a si mesmos não apenas como inocentes, mas superiores ao desastre que engatilharam?
Um self idealizado soa como um modelo de aceitação. Ouça o que ele lhe diz: "Você está fazendo a coisa certa. Está no controle. Ninguém pode feri-lo. Apenas continue da maneira como está agora".
Assim, protegido, você não pode fazer nada errado, e, se fizer, suas más ações serão rapidamente encobertas e esquecidas. A beleza de ter uma imagem ideal de si mesmo é sentir-se bem com quem você é. A imagem substitui a realidade dolorosa.
Como seria de esperar, a essa altura a sombra tem algo a dizer sobre o assunto. Em intervalos regulares, algum ícone da retidão, em geral um pastor, um padre ou uma personalidade pública respeitável, se envolve em algum escândalo. Não raro esses indivíduos cometem exatamente os mesmos pecados dos quais acusam os outros, sendo a imoralidade o mais típico. Cinicamente, imaginamos que sejam grandes hipócritas que vivem sob uma falsa ética pública para que possam seguir seus vícios em particular.
Na realidade, os ícones decaídos são exemplos extremos de uma autoimagem idealizada.
Seus poderes de negação são sobre-humanos. A sombra não pode tocá-los. Então,
quando a sombra vem à tona, também surge um senso enorme de culpa e vergonha.
Uma vez que caem, esses santos profissionais perdem-se em extremas reparações públicas. Mesmo no remorso, nada parece real. No entanto, se houvessem recuado ante o espetáculo, o drama todo poderia ter sido evitado.
Uma imagem pessoal idealizada não é uma solução viável. Apenas a autoaceitação é; e, quando isso acontece, não há nada para os outros rejeitarem. Não significa que você será amado universalmente.
Outra pessoa ainda pode se afastar, mas, caso aconteça, você não se sentirá rejeitado. Isso não resultará em ferimento emocional. Como saber quando se está caindo por um falso senso do self, que é a imagem idealizada? Você terá atitudes como as seguintes:
• "Não sou como aquelas pessoas, sou melhor."
• "Nunca me desviei do caminho certo."
• "Deus se orgulha de mim."
• "Criminosos e malfeitores nem sequer são humanos."
• "Todos veem quanto sou bom. Mesmo assim, preciso lembrá-los."
• "Se eu não tenho pensamentos ruins, por que os outros têm ?"
• "Já sei quem sou e o que preciso fazer. Não tenho conflitos."
• "Sou um exemplo a ser seguido."
• "A virtude não é a própria recompensa. Quero que minhas boas ações sejam reconhecidas."
Demolir a imagem ideal de si mesmo é um desafio, porque ela é uma defesa bem mais sutil que uma simples negação. A negação é cegueira; a autoimagem idealizada é pura sedução. A saída é passar por todas as imagens. Não há necessidade de defender quem você realmente é. Seu verdadeiros/fé aceitável, não porque você é tão bom, mas porque você é completo. Todas as coisas humanas lhe pertencem.
A aliada mais importante que você tem é a consciência. O julgamento é constritivo. Quando você rotula a si mesmo, ou a qualquer pessoa, como ruim, errado, inferior, indigno etc., está olhando por uma lente limitada. Amplie sua visão e ficará ciente de que todos, por mais falhos, são completos e plenos no nível mais profundo. Quanto mais consciente você for, mais aceitará a si mesmo. Mas não se trata de uma solução instantânea. Você precisa dedicar um tempo para olhar todos os sentimentos que negou, reprimiu e disfarçou. Felizmente, esses sentimentos são temporários; você pode ir além deles. Não há nada a rejeitar, apenas muita coisa a rever. É nesse sentido que figuras como Jesus ou Buda puderam ter compaixão por qualquer um. Vendo a plenitude por trás do jogo de luz e escuridão, eles não achavam nada a culpar. O mesmo se faz verdadeiro para o caminho espiritual que você segue. Conforme se enxergar de modo mais completo, terá compaixão por suas falhas, o que o conduzirá à autoaceitação completa.

Extraido do l ivro O EFEITO SOMBRA, de Deepak Chopra.

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20 de julho de 2014

O PODER DO SILÊNCIO


Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, 
a calar-se nas discussões e assim evitar  tragédias e desafetos...
Aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou,
a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora,
evitar reclamações vazias e sem sentido...
Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples,
valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido...
Aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo,
existem companhias bem piores...
Aprende com o silêncio que a vida é boa,
que nós só precisamos olhar para o lado certo,
ouvir a música certa, ler o livro certo.
Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo,
como as marés que insistem em ir e voltar,
os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar,
como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo,
complete a sua tarefa.
Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida,
valorizar o seu dia,
enxergar em você as qualidades que você possui,
equilibrar os defeitos que você tem e saber que precisa corrigir
e enxergar aqueles que você ainda não descobriu.
Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito,
na maior das cobranças, na briga mais acalorada,
na discussão entre familiares...
Aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu",
a valorizar o ser humano que você é,
a respeitar o Templo que é o seu corpo,
e o Santuário que é a sua vida.
Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito,
que ouvir ainda é melhor que muito falar...
Na natureza tudo acontece com poder e silêncio,
com um silêncio poderoso; por vezes,
o silêncio é confundido com fraqueza, apatia ou indiferença.
Pensa-se que a pessoa portadora dessa virtude
está impedida de reclamar seus direitos
e deve tolerar com passividade todos os abusos.
Acredita-se que o silêncio não combina com o poder,
pois este tem se confundido com prepotência e violência.
O Sol nasce e se põe em profunda quietude;
move gigantescos sistemas planetários,
mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela
sem a quebrar.
Acaricia as pétalas de uma rosa sem a ferir,
e beija as faces de uma criança adormecida
sem a acordar;
aí uma vez vamos encontrar na natureza lições preciosas
a nos dizer que o verdadeiro poder anda de mãos dadas
com a quietude.
As estrelas e galáxias descrevem as suas órbitas
com estupenda velocidade pelas vias inexploradas do cosmos,
mas nunca deram sinal da sua presença
pelo mais leve ruído.
O oxigênio, poderoso mantenedor da vida,
penetra em nossos pulmões,
circula discreto pelo nosso corpo,
e nem lhe notamos a presença.
A luz, a vida e o espírito, os maiores poderes do universo,
atuam com a suavidade de uma aparente ausência.
Como nos domínios da natureza,
o verdadeiro poder do homem
não consiste em atos de violência física,
quando um homem conquista o verdadeiro poder,
toda a antiga violência acaba em benevolência.
A violência é sinal de fraqueza, a benevolência é indício de poder.
Os grandes mestres sabem ser severos e rigorosos
sem renegarem a mais perfeita quietude e benevolência.
Deus, que é o supremo poder,
age com tamanha quietude que a maioria dos homens
nem percebem a Sua ação.
Essa poderosa força, na qual todos estamos mergulhados,
mantém o Universo em movimento,
faz pulsar o coração dos pássaros,
dos bandidos e dos homens de bem,
na mais perfeita leveza.
Até mesmo a morte, chega de mansinho e,
como hábil cirurgiã, rompe os laços
que prendem a alma ao corpo, libertando-a
do cativeiro físico.
O verdadeiro poder chega:
sem ruído, sem alarde e sem violência.
Sempre que a palavra poder lhe vier à mente,
lembre-se do Sol: nasce e se põe em profunda quietude;
move gigantescos sistemas planetários,
mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela
e você só sabe pelo calorzinho que ele proporciona.
Acarinha as pétalas de uma flor sem a ferir,
beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar.
"Bem aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra".
"Boa Terra em teus pés, Água o bastante em tua semente,
bom Vento para o teu sopro, Fogo em teu coração e
muito Amor em teu ser.”
"O êxito ou o fracasso de sua vida não depende
de quanta força você põe em uma tentativa,
mas da persistência no que fizer."
E em respeito a você, eu me calo, me silencio,
para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar,
desejar-lhe uma vida vitoriosa .
Desejo uma semana de Paz e Silêncio para você.
JY Leloup
Fonte: http://reangel-anjosdeluz.blogspot.com.br/2010/03/o-poder-do-silencio-jy-leloup.html



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9 de julho de 2014

DEUS SEGUNDO SPINOZA


Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidadefosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste,  se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido? Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.

Baruch Spinoza




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