17 de agosto de 2014

FÉ, CRENÇA E SABER




A fé é uma intenção de crença. A crença, o aprofundamento básico que nos levará a um saber. A principal diferença está na postura e no comportamento. Utilizamos a fé como um pedido para uma situação que acreditamos de difícil resolução.
A “Fé remove Montanhas”, disse Jesus, o Cristo. A cada situação que a fé nos favorece vamos nos fortalecendo e aprendemos a Crer. Com a crença nos projetamos como realizadores, solucionadores a ponto de pessoas que estão ao nosso redor, que ainda não desenvolveram a crença, terem fé em nós por conhecerem as nossas concretizações.
O sábio está acima do crédulo. Por ser mais profundo conhece as polaridades de todas as questões. Não é um solucionador de problemas por saber como evitá-los.
Quem nunca conheceu a paz, mas ouviu falar dela, tem fé de um dia alcançá-la. Participa do seu surgimento. Quando a alcança, acredita intimamente na  sua existência e a exercita. Infiltra-a no seu cotidiano e convive com ela. Percebe quando se vai, reconquista-a, desenvolve mecanismos para mantê-la e, aí, torna-se um sábio da paz.
Um fervoroso é alguém que pede auxílio; um crédulo é alguém que se auto-ajuda; um sábio é um cúmplice das tarefas inerentes aos processos de transformação.
O risco do fervoroso é a acomodação. Ao ver sua fé sempre socorrê-lo, não dá o salto humano para transformar-se no crédulo. Não aprendeu nada com os ensinamentos paternais da fé. A cada dificuldade recorre a ela, desprezando o aprendizado anterior.
O risco do crédulo é a repetição. Por acreditar-se auto-suficiente não dá o salto quântico em busca da sabedoria. Mantém-se passivo quando as dificuldades começam esperando o apogeu para atuar como provedor.
O risco do sábio é o isolamento. O equilíbrio consiste em estar alerta para as mudanças do tempo. A cada mensagem nova que surge, ir buscá-la com a fé, refleti-la, exercitá-la até o momento de confirmá-la útil, real. Na seqüência, divulgá-la, sabiamente, para inspirar a fé nas outras pessoas.
Eu tenho fé em Deus e aguardo que Ele me ajude nas minhas questões.
Eu creio em Deus, por isso, sigo os Seus mandamentos responsabilizando-me pelas minhas questões.
Eu sei Deus, compreendo que a vida alterna ganhos e perdas, luz e sombra. Nos ganhos, fortaleço-me para as perdas. Na luz, ilumino-me para os difíceis momentos sombrios.
Com fé em todos que desenvolveram a fé.
Acreditando em todos que se apartaram das conveniências para desenvolverem uma crença interna.
Com amor devocional por todos os sábios,

Halu Gamashi
Fonte: http://halugamashi.no.comunidades.net/index.php?pagina=1263300054_06



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10 de agosto de 2014

JAMAIS TE ESQUEÇAS DO PRINCIPAL

photo by MichiLauke

Conta a lenda que certa mulher,
muito pobre e com uma criança no colo,
passando diante de uma caverna
escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia:
“Entre e apanhe tudo o que você desejar,
mas não se esqueça do principal.
Lembre-se, porém, de uma coisa:
Depois que você sair, a porta se fechará para sempre.
Portanto, aproveite a oportunidade,
mas não se esqueça do principal…”
A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas.
Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão
e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental.
A voz misteriosa falou novamente:
“Você só tem oito minutos.”
Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras
preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou…
Lembrou-se, então, que a criança ficara lá,
sozinha dentro da caverna
e a porta estava fechada para sempre!
A riqueza durou pouco e o desespero para sempre.
O mesmo acontece às vezes, conosco.
Temos em média oitenta a noventa anos para viver neste mundo,
e uma voz sempre nos adverte:
“Não se esqueça do principal!”
E o principal são os valores espirituais, a família, os amigos,
a vida, a natureza, os animais.
Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais
fascinam tanto grande parte da humanidade
que o principal vai ficando sempre de lado…
Assim, esgotamos o nosso tempo aqui,
e deixamos de lado o essencial:
Os tesouros da alma!
Que jamais nos esqueçamos que a vida neste mundo
passa rápido e que a morte chega sem avisar.
E quando a porta desta vida se fechar para nós,
de nada valerá as lamentações.
Portanto, que jamais te esqueças do principal!

Autor desconhecido



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2 de agosto de 2014

GUERRA



Difícil entender a razão de uma guerra tão absurda
não deve haver no coração ódio tão grande
e tamanha falta de compaixão
seja qual for o tipo de poder que envolve
mostra total falta de amor e respeito ao semelhante
impossível ficar alheia e insensível às atrocidades
principalmente contra crianças
que precisam desde cedo de
afeto, zelo e boa educação
de uma educação para a paz...
A violência nunca terá fim
se não for plantada a semente da paz
dentro do coração
de uma criança
para que ela se torne humana.
Isso não se faz apenas por palavras bonitas
mas por exemplos de atitudes solidárias...
Eu sinto e sinto muito tudo isso.

Patrícia Melo

Obs.: procurei por uma imagem menos forte, pois a maioria é chocante.

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29 de julho de 2014

INFARTO


Desmoronar dos falsos valores.
Perder a motivação e o entusiasmo pela vida.
É uma área de necrose (morte celular) em um tecido ou o resultante da oclusão
arterial que interrompe o suprimento sangüíneo, causada por trombos ou êmbolos, etc.
O infarto pode ocorrer em vários órgãos, inclusive no coração (infarto do miocárdio).
Em sua forma mais típica, ocorre repentinamente. Os sintomas mais comuns são
dor intensa no peito, que se irradia para o pescoço e braços; sudorese e alteração nos batimentos No âmbito metafísico essa condição representa um grande abalo interior, provocado pelo desmoronar dos falsos valores.
O infarto do miocárdio é resultante de um estilo de vida adotado ao longo da nossa
trajetória. Geralmente estruturamos nossa vida baseada no desejo de conquista, nas
obrigações assumidas e, principalmente, nas pessoas do convívio.
Buscamos encontrar o sentido da vida na materialidade ou nos outros. Perdemos o
contato sensorial com nossa essência interior. Passamos a viver em função das conquistas.
Motivamo-nos para galgar uma posição social e melhoria financeira.
Entusiasmamo-nos pelos outros. Todos os nossos esforços visam agradar quem nos
é caro, para ter harmonia nas relações afetivas. Tudo o que fazemos objetiva 
exclusivamente o bem estar dos entes queridos. Damos mais importância a eles do que a nos mesmos.
Negamos nossas reais necessidades. Deixamos de praticar as atividades que sempre nos
foram prazerosas; anulamos nossas vontades próprias. Ofuscamos nosso mundo interno,
motivamo-nos apenas pelas situações externas.
Quando, por algum motivo, vemos essas bases de sustentação de nossa motivação
em ruínas, o choque é tão grande que comprometemos a vontade de viver.
A interrupção dos caminhos traçados representa não ter mais motivo para agir, 
nem vontade de existir. Isso pode ocorrer pela desestruturação do lar, decepção com um ente querido; ou ainda, pelo fim da carreira profissional, e assim por diante. Esse abalo interior pode causar em algumas Já as pessoas que edificam suas vidas em si mesmas, fazendo de sua essência o seu ponto de referência, quando estão frente às dificuldades e obstáculos não chegam a se abalar ao ponto de perder a motivação pela vida. 
Essa atitude proporciona uma vida saudável e garante forças para superar o desmoronar daquilo que faz parte de sua vida. Isso porque tudo o que se vivência é parte da vida, mas não representa a vida como um todo. 
Viver é muito mais do que conquistar bens materiais, ter uma boa posição social ou
proporcionar o que há de melhor para os entes queridos. Tudo isso é importante, mas não
pode se tomar uma condição vital. Merecemos o que há de melhor na vida. A felicidade
afetiva está ao alcance de todos aqueles que não se anulam perante os entes queridos; que
interagem, sem sufocar sua integridade.
Somos a fonte da nossa vida. Não adianta buscar sentido nas coisas externas; é
preciso cultivar a essência interior para que possamos nos integrar com o mundo exterior com maior intensidade e grande qualidade.
Isso não significa que devamos ser rigorosos e fazer somente o que gostamos.
Devemos, sim, encontrar uma maneira gostosa de realizar tudo aquilo que faz parte 
da vida e também cumprir com as responsabilidades assumidas. E preciso dar o melhor 
de si para usufruir o que há de melhor da vida. Ser pleno no amor, mas não perder o amor próprio. 
Caso seu entusiasmo pela vida e sua motivação pessoal se encontrem reduzidos ou
abalados, ou se você já foi acometido por algum infarto, olhe para si. 
Observe seus hábitos, veja o jeito como tem atuado nas situações familiares 
e profissionais. Reavalie seus valores de vida. Busque sua verdadeira característica, 
que foi perdida ao longo de sua existência.
Resgate sua originalidade, voltando a ser quem você é; viva com mais qualidade e
Para isso, não é necessário abandonar nada do que você conquistou, nem tampouco
deixar de fazer o que você faz; simplesmente faça do seu jeito. Seja mais original e
verdadeiro para consigo mesmo. Assim a vida continuará vertendo em seu coração e se
manifestando em seu corpo a cada instante, em forma de prazer, motivação, 
entusiasmo e alegria de viver.

Extraído do livro METAFÍSICA DA SAÚDE vol. II, de Valcapelli e Gasparetto.

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