17 de fevereiro de 2015

A IMPORTÂNCIA DO FÍGADO NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA



Na medicina tradicional chinesa, a boa saúde é mantida através da nutrição de diferentes órgãos durante as diferentes estações do ano. Na primavera, quando os brotos verdes emergem do solo previamente congelado e os botões de flores aparecem nas árvores, é hora de considerar o seu fígado.
Os entendimentos da medicina chinesa sobre a função dos órgãos são complexos, e vão além das atividades químicas dos órgãos. No entanto, as regras são claras. De acordo com o Nei Jing, um tratado fundamental de bem-estar e doença da antiga China, “Aqueles que desobedecem as leis da primavera, serão punido com uma lesão no fígado”.
Então, quais são as “leis da primavera”? Liderança, crescimento e um espírito tranquilo.
Líder da Primavera
Em muitas culturas antigas, a primavera representa um novo começo – tempo para a limpeza e a renovação que dão ritmo ao resto do ano. Na medicina chinesa, o fígado também assume um papel de liderança decisiva, como a de um general do exército que dirige as forças de todo o corpo.
Idealmente, esse fígado geralmente é sábio: responde adequadamente às mudanças e promove o equilíbrio, o crescimento e um fluxo livre de energia por todo o corpo.
“O general toma as decisões sobre onde devemos ir para colocar a nossa energia”, disse Mary Rogel, Ph.D., acupunturista e fitoterapeuta em Chicago, e editora do Oriental Medicine Journal. “A energia vem de outro lugar, mas é o fígado, o general, que decide quando usá-la, onde usá-la, e o quanto usá-la.”
Um general doente ou lento traz o caos: as tropas não têm sentido, e os resultados não passam de estagnação e frustração. Na medicina chinesa, um fígado estagnado pode causar problemas em qualquer parte do corpo e levar a uma grande variedade de sintomas, como inchaço ou inflamação nas articulações, tensão nos músculos, má digestão, desequilíbrio hormonal e erupções cutâneas.
Ao tratar de alguns pacientes, Rogel diz ter que lidar, antes de qualquer outro procedimento, com problemas de fígado.
“Às vezes, há pacientes que chegam com dores no corpo todo – mal dá para tocar na pessoa e é muito difícil começar a tratá-los”, disse ela. “Todas essas pessoas, na minha experiência, possuem desequilíbrio no fígado, e uma vez que eu sano tal desequilíbrio, eu posso então tratá-las como qualquer outro paciente.”
Uma menopausa difícil também demonstra o papel crítico de liderança do fígado. A produção hormonal de cada mulher diminui naturalmente com a idade, mas para algumas, a transição é difícil. De acordo com Rogel, quando um general competente ajusta o corpo de acordo com as alterações hormonais, os sintomas desaparecem.
“Se você vai lá e limpa o fígado, os sintomas da menopausa desaparecem, e você não tem que fazer nada com os hormônios”, disse ela. “Você não precisa seguir a abordagem da medicina ocidental, que faz substituição de hormônios, tudo que você precisa fazer é limpar a bagunça para que o fígado possa cuidar das coisas.”
Cuidados gerais
A medicina moderna vê o fígado como um filtro – purifica o sangue,  metaboliza hormônios, toxinas e vírus mortos; separa o útil dos problemas.
Várias tradições com ervas medicinais visam limpar esse filtro com plantas verdes e ácidas. Curiosamente, estas plantas tendem a crescer na primavera.
“É como se a natureza estivesse nos dizendo que é hora de fazer uma limpeza”, disse Rogel. “Limpe todos os restos acumulados durante todo o inverno, quando costumamos comer alimentos pesados, e faça as coisas circularem novamente.”
As folhagens azedas, como o dente de leão e a labaça, são remédios para o fígado, reconhecidos e utilizados em todo o mundo. O famoso sabor azedo do ruibarbo, do limão e do vinagre servem para um propósito similar. Há algo no gosto azedo que ajuda o general a clarear a cabeça.
Espírito tranquilo
O fígado é um líder, mas como o corpo está sempre mudando, o general não pode ser demasiadamente rígido. Se a nossa ambição não for temperada pela vibração leve da primavera, os problemas podem surgir.
Entre os extremos do inverno e do verão, a primavera tem um espírito mais descontraído, e nós também, quando temos um fígado saudável.
Mas quando o nosso caminho fica bloqueado, as coisas não saem do jeito que queremos, nossa ira se inflama, e isso pode afetar negativamente o fígado. Segundo a medicina chinesa, o fígado é particularmente sensível à emoção, e a raiva intensa ou prolongada pode danificá-lo.
Ressentimento, frustração ou sentimento preso também podem gerar estagnação no fígado ao longo do tempo. De acordo com Rogel, alguns pacientes podem traçar problemas de saúde com uma única explosão de raiva.
Outras coisas que prejudicam o fígado incluem álcool, exposição a substâncias químicas tóxicas, óleo hidrogenado e outras gorduras de má qualidade, excesso de açúcar e uso de drogas.
Para manter o fígado em sua melhor forma, você deve comer muitas verduras, beber água com limão e adicionar raiz de cúrcuma em sua culinária. Para obter um remédio específico que cure o desequilíbrio do fígado, visite um acupunturista ou fitoterapeuta local.
Conan Milner


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8 de fevereiro de 2015

O PERIGO DE NÃO TRATAR AS ORIGENS PSICOLÓGICAS DAS DOENÇAS

ART BY Bonni Reid 

Não abordar as causas psicológicas das doenças é um erro grave, mas atitude comum da maioria dos profissionais da saúde.
Síndrome de takotsubo: a imagem mostra o coração estreitado em sua parte superior e "cheio" em sua parte inferior. Nessa síndrome a alteração anatômica do coração é ocasionada totalmente pela condição emocional da pessoa (Tara C Gangadhar, Elisabeth Von der Lohe, Stephen G Sawada and Paul R Helft/Wikimedia Commons)
Entendendo as origens psicológicas das doenças
No início dos anos 1990, no Japão, foi reconhecido um distúrbio, a “lesão miocárdica por estresse, ou síndrome de Takotsubo (ST)”.
Nesse distúrbio observa-se, mediante exames de imagem, um tipo de “estrangulamento” da parte superior do coração, o qual toma a forma de um saco, apertado na parte superior e cheio na extremidade inferior, ou como um “vaso de polvo”, do qual deriva o nome japonês “Tako-tsubo”.
O distúrbio ocorre após um trauma ou um grande estresse emocional, como separações, perdas por morte, doenças graves de pessoas queridas e outros, nos quais a pessoa sente angústia extrema, e, devido a isso, é chamado também de “síndrome do coração partido”.
Os sintomas físicos são semelhantes ao do infarto agudo do miocárdio; podem ocorrer: forte dor torácica, dispneia, síncope e choque cardiogênico. Mas não são encontradas obstruções arteriais significativas, como poderiam ser encontradas num caso de infarto: normalmente, no infarto existe uma ou mais obstruções de artérias, que prejudicam seriamente o fluxo de sangue cardíaco, gerando danos severos ao coração, podendo levar a pessoa à morte.
Apesar da gravidade dos sintomas, a síndrome do coração partido é um distúrbio transitório, na qual o prognóstico é de recuperação total. Mas, isso mostra o quão poderosa e determinante é a mente para a nossa saúde ou na formação das doenças: através da influência da mente até mesmo a estrutura anatômica de um órgão pode ser dramaticamente alterada.
A ciência ortodoxa reconhece, hoje, inúmeras doenças que têm bases emocionais, como a fibromialgia, a artrite, o lúpus, diversos tipos de alergias, a gastrite nervosa e as úlceras do aparelho digestivo, a síndrome do cólon irritável, enxaquecas, hipertensão, asma, rinite, vitiligo, psoríase, diversos tipos de câncer e muitas outras. Devido a isso, novas ciências como a psiconeuroimunologia e a psico-oncologia foram sendo desenvolvidas, de modo a possibilitarem a compreensão das relações entre as características psicológicas dos indivíduos e suas doenças orgânicas.
É claro que algumas doenças ou distúrbios orgânicos têm origens puramente físicas. Alguns tipos de gastrite são fruto da má alimentação e do alcoolismo, as doenças sexualmente transmissíveis ocorrem devido ao contato sexual, alguns tipos de câncer se desenvolvem após intoxicações severas – como sérias exposições à radiação -, o resfriado vem depois de uma exposição ao frio. Mas, mesmo nesses casos, podem haver conteúdos inconscientes nas mentes de algumas pessoas que as tornem mais vulneráveis do que outras a esses eventos.
“Trate a pessoa e não a doença”
De forma geral, uma parte considerável das doenças desenvolve-se devido às tendências psicológicas e/ou conflitos emocionais latentes, mas, infelizmente, na maior parte das vezes, os profissionais da saúde se atêm apenas aos sintomas físicos e aos distúrbios orgânicos observáveis, deixando as configurações emocionais do paciente totalmente de lado, não tratando da causa fundamental das doenças.
Isso faz perpetuar a inconsciência do indivíduo sobre as raízes psicológicas de suas doenças e permite a continuidade dos distúrbios orgânicos, que tendem a se tornar mais complexos e difíceis de tratar a cada supressão feita pelos medicamentos ou tratamentos paliativos. Como resultado, muitíssimas pessoas são prejudicadas pelo uso crônico dos medicamentos e/ou mutiladas por cirurgias desnecessárias.
O Dr. Edward Bach (1886 – 1936), médico, patologista, bacteriologista e sanitarista inglês, que posteriormente descobriu e desenvolveu a terapia floral, compreendeu com clareza a relação entre o padrão mental dos indivíduos e o surgimento das doenças, e percebeu o erro de tratar somente os resultados físicos de uma pessoa doente:
“A tendência atual da ciência médica, por interpretar erroneamente a verdadeira doença e por fixar toda a atenção, com sua visão materialista, no corpo físico, tem aumentado sobremodo o poder da doença; em primeiro lugar, por desviar a atenção das pessoas da verdadeira origem da enfermidade e, portanto, da estratégia eficaz para combatê-la; em segundo, por localizá-la no corpo, obscurecendo, assim, a verdadeira esperança de recuperação e criando um enorme complexo de doença e medo, complexo que nunca deveria ter existido.” (Edward Bach – Os Remédios Florais do Dr. Bach. Ed. Pensamento)
A doença é o reflexo fiel dos conflitos e desarmonias da mente
“O corpo é uma espécie de sensor que acusa as atitudes inadequadas que persistimos em manter. Essas posturas desencadeiam a desarmonia interior, causando as doenças.” (Valcapelli & Gasparetto – Metafísica da Saúde. Vol I. Ed. Vida e Consciência)
O sintoma ou a doença física é o reflexo de como o indivíduo está reagindo à vida; é o “mapa” que mostra uma parte de seu estado psicológico em desarmonia.
Isso se dá porque todo distúrbio físico tem uma contraparte psicológica que lhe antecede e origina. Ou seja, existem condições mentais e/ou emocionais que mantêm continuamente funções orgânicas em estado desequilibrado ou que as prejudicam de algum modo. Isso porque todo e qualquer pensamento, sentimento ou emoção se expressa necessariamente através de nossas estruturas físicas. Não existe outra forma de expressão de nossos estados psicológicos no mundo físico que não seja através de nosso corpo.
“Cada sintoma é a expressão de uma ideia que penetrou [expressou-se] no corpo, sendo, portanto, um padrão que falta à consciência.” (Rudiger Dahlke. A doença como linguagem da alma. Ed. Cultrix)
Quando adoecemos, existe originalmente um processo de desarmonia em nossa consciência e em nossos sentimentos, que se expressam de forma caótica em nosso organismo. Os impulsos nervosos, as produções hormonais e os fluxos de energia física transmitem fielmente ao organismo cada estado psicológico nosso, alterando nossas funções orgânicas identicamente aos nossos estados psicológicos.

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1 de fevereiro de 2015

AS DOENÇAS COMEÇAM E TERMINAM ATRAVÉS DA PRÓPRIA MENTE


Em princípio, todas as doenças iniciam-se em nossa mente. Todos os desequilíbrios em nossas funções orgânicas derivam de mudanças importantes que ocorrem em nossa mente.
Nosso corpo responde 100% aos nossos estados de humor, modificando-se fielmente segundo o que lhe transmitimos emocionalmente.  Isto faz do nosso corpo uma ferramenta inigualável. Nada no mundo entende e executa nossos desejos, impulsos e comandos como o nosso organismo. Mas, também devido a isso, podemos adoecer gravemente, já que nossos estados de ânimo podem ser muito desequilibrados, exacerbados, crônicos ou anti-naturais.
Pergunte a si mesmo: em quais estados de ânimo você tem se encontrado recentemente ou mais frequentemente? Ou, quando você adoeceu, que tipo de situação você estava vivendo em sua vida? Como se sentia naquela época ou naquela circunstância?
Os estados interiores (sentimentos, pensamentos, expectativas, desejos, frustrações) determinam nossas posturas interiores. Eles determinam como nos sentimos e como nos colocamos internamente frente a eventos, circunstâncias ou momentos de nossa vida. São esses tipos de reações internas (nossas reações e posturas emocionais) que passam a ser as nossas formas de expressão e realidade interior (as quais nem sempre mostramos aos outros, e sobre as quais muitas vezes tampouco temos consciência clara e total). E, uma vez que frente às circunstâncias da vida adotamos essas formas de respostas internas, o nosso organismo cumpre com nossas ordens de forma imediata e total. Para o nosso organismo, nossos sentimentos e emoções são verdades absolutas, a partir das quais ele reage de forma fiel e total.
Pessoas adoecem ou mesmo têm colapsos (desmaio, infarto, pico hipertensivo, AVC) depois de receberem más notícias. Outras desenvolvem doenças crônicas (gastrites, úlceras, enxaquecas) por estarem vivendo situações opressivas ou estressantes.  Ainda outras desenvolvem doenças complexas e profundas, devido a posturas e sentimentos crônicos muito fortes ou anti-naturais, sobre os quais são praticamente inconscientes (doenças autoimunes, degenerativas, neoplásicas).
Mesmo algumas doenças infecciosas acometem indivíduos devido a estados emocionais intensos. É comum que depois de uma discussão, uma pessoa comece a ter dor de cabeça, dor de garganta, dor de estômago e, posteriormente, surjam infecções (uma amidalite ou uma gastrite infecciosas). Após a discussão, a pessoa mantém emoções fortes ainda presas em sua garganta ou no seu estômago e acaba contraindo a região para segurar suas fortes expressões verbais e físicas. Isso provoca um desequilíbrio nas funções do órgão ou de estruturas orgânicas, afetando o fluxo da energia, do sangue, das linfas etc. Isto ocasiona, entre outras coisas, um desequilíbrio no pH (qualidade físico-química ideal dos tecidos ou meios orgânicos) natural da região, altera a temperatura local, o que torna a pessoa suscetível à infecções.
Apesar disso, é claro que algumas doenças são puramente contagiosas, hereditárias, devido à desnutrição, a circunstâncias ambientais, intoxicações. Mas, quando investigamos a fundo nossas doenças, invariavelmente encontramos relações com os nossos estados emocionais (medos, mágoas, tristezas, raivas, traumas, tensões, frustrações, ansiedades).
É enorme o número de pessoas que se cura de suas doenças – inclusive graves – depois de perceber e entender os estados emocionais que estão por trás das mesmas. A verdadeira cura desses distúrbios acontece após a remoção da causa fundamental, que é normalmente uma reação emocional não compreendida ou um estado mental interior não-saudável que interfere de forma importante no funcionamento do corpo. As doenças começam e terminam através da mente.
Alberto Giovanni Fiaschitello

Fonte: https://www.epochtimes.com.br/doencas-comecam-terminam-na-mente/#.VMlK_WjF_3Q

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