11 de abril de 2009

RELIGIOSIDADE É DIFERENTE DE RELIGIÃO


Para mim, religião é uma qualidade, e não uma organização. Todas as religiões que existem, e elas não são em número pequeno – há trezentas religiões no mundo –, todas elas são rochas mortas. Elas não fluem, não mudam, não se movem com os tempos. E qualquer coisa que esteja morta não vai ajudar você, a menos que queira fazer um túmulo; então talvez a rocha possa ser útil.

Todas as assim chamadas religiões têm feito túmulos para você, destruindo a sua vida, o seu amor, a sua alegria e enchendo a sua cabeça com fantasias, ilusões e alucinações a respeito de Deus, do céu e do inferno, da reencarnação e de todos os tipos de asneira.

Confio na fluência, na mudança, no movimento... porque essa é a natureza da vida. Ela conhece apenas uma coisa permanente, que é a mudança. Só a mudança nunca muda, todo o resto muda. No outono, as árvores ficam nuas; todas as folhas caem sem reclamação; silenciosamente, em paz, elas se unem outra vez à terra de onde vieram.

As árvores nuas contra o céu têm uma beleza própria, e deve haver uma tremenda confiança em seus corações, pois elas sabem que, se as folhas velhas foram embora, as novas virão; e logo folhas novas, mais jovens e mais delicadas, começam a surgir.

Uma religião não deveria ser uma organização morta, mas um tipo de religiosidade, uma propriedade que inclui verdade, sinceridade, naturalidade, um profundo relaxamento em relação ao cosmos, um coração amoroso, uma afabilidade para com o todo
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Osho


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