13 de maio de 2009

DHARMA


“Define-se Dharma como Ação-Correta, Retidão. Este não é o significado mais apropriado. Dharma, por si só, é a verdade. Assim, o que nasce da Verdade é Dharma. Para o fogo, a capacidade de queimar é Dharma. Quando este não pode queimar, não pode ser fogo: torna-se apenas carvão. O Dharma do açúcar é a sua doçura. Se não há doçura, não pode ser açúcar, mas apenas pó. Assim, se nós não manifestarmos nossa consciência, não seremos Dharma. Devemos, em tudo, seguir nossa consciência. Existem dois tipos de Dharma: um é o Dharma mundano, e o outro é o que se origina da divindade. Seguir a Vontade Divina é o verdadeiro Dharma. Em tudo, a pureza do coração é importante. O primeiro passo é: o que ensinamos aos outros, devemos praticar. Esta é a verdadeira natureza humana. Qual é a razão para que Sathya (Verdade), Dharma (Retidão), Shanti (Paz), Prema (Amor) e Ahimsa (Não-violência) não estejam sendo preservados atualmente? A propagação e a publicidade destes valores está sendo feita, sem que os mesmos estejam sendo praticados.Vocês devem mostrar, pelo falar e pelo exemplo, que o caminho da auto-realização é o que conduz à alegria perfeita. Conseqüentemente, sobre vocês repousa grande responsabilidade: a de demonstrar por sua calma, serenidade, humildade, pureza e virtude, coragem e convicção em todas as circunstâncias, que o caminho por vocês percorrido os tornou pessoas melhores, mais felizes e mais úteis. Pratiquem. Demonstrem.”

“A palavra Dharma, que está realmente relacionada com uma infinita variedade de significados, está sendo inadequadamente descrita, na era moderna, por uma palavra – dever. Dever é apenas aquilo que está conectado com uma condição individual, ou com uma época ou país em particular. Por outro lado, o Dharma é eterno, o mesmo para todos em todos os lugares. Ele expressa o significado do Ser Interno (atma). O lugar de nascimento do Dharma é o coração. Aquilo que emana do coração como uma idéia pura, quando traduzido em ação é chamado Dharma. Se tivesse que dizer de uma maneira que se pudesse entender, a pessoa poderia dizer ‘faça aos outros o que você quer que façam a você; isto é Dharma. O Dharma consiste em descartar ações que iriam ferir os outros. Se alguém causa felicidade a você, então, você, em retorno, deveria fazer coisas que causassem felicidade aos outros. Quando nós reconhecemos que o que os outros fazem irá causar dificuldades e fazemos mesmo, isto é adharma (ausência de retidão).”
“O silêncio é a única linguagem do homem realizado. Pratiquem moderação no falar. Isto irá ajudá-los de muitas formas. Isto vai desenvolver Prema (Amor Divino), pois muitos desentendimentos e separações surgem de palavras descuidadas. Quando seus pés escorregam, a ferida pode sarar; mas quando a língua escorrega, a ferida causada no coração de outros durará por toda vida. A língua é responsável por quatro grandes erros: falsidade, escândalo, encontrar faltas nos demais e falar demasiadamente. Todos estes males devem ser exterminados para que exista Shanti (Paz) para o indivíduo, bem como para a sociedade.”
“A mente é fantoche do alimento que é consumido pelo homem.
A qualidade do alimento determina a direção do desejo que conduz o fluxo da mente. Eis por que, na Gita, como em todos os textos espirituais, o alimento sátvico é recomendado para a elevação do aspirante.
Mente significa desejo (sankalpa), alguma coisa pela qual se aspira.
Quando 'Aquele-que-não-tem-forma' desejou uma forma, surgiu o Universo.
Assim, a mente é o Príncipe Criativo (maya) que desejou, e o primeiro desejo foi 'qua haja muitos'.
Quando, agora, a mente é alimentada de rajas (paixão, emoção, atividade e aventura), galopa no mundo com o crepitar do desejo, aprofunda o homem cada vez mais fundo no pântano.
Quando a mente é alimentada com alimentos tamásicos, que obscurecem, inebriam, perturbam a razão, e induzem à indolência, torna-se ignorante, inerte e inútil ao soerguimento do homem.”
“A qualidade do alimento é determinada pelas vibrações com as quais ele está 'carregado', por conta dos processos dos pensamentos das pessoas que os manipulam, preparam e servem.
A companhia na qual o alimento é consumido, o lugar, o vasilhame,
as emoções que agitam a mente das pessoas que o preparam e o servem,
tudo isso tem influência sutil sobre a natureza e as emoções das pessoas que o ingerem.
Por terem os sábios da índia se dado conta disso foi que ensinaram muitos 'faça' e 'não faça' relativos aos processos de nutrição, em conformidade com os diferentes estágios de progresso espiritual.”
Sathya Sai Baba

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