15 de maio de 2009

ORIGEM DO YOGA



O yoga tem sua origem mais antiga nos Vedas, mas é no final deles, nos Upanishads onde aparece o manual prático de yoga.
Há sete ramos clássicos ou caminhos para alcançar a iluminação:
Raja Yoga: caminho da meditação, nela a hatha-yoga está inserida
Jnana Yoga: caminho do conhecimento
Bhakti Yoga: caminho da devoção
Mantra Yoga: caminho dos mantras
Tantra Yoga: caminho dos rituais, bem antigo, anterior à hatha-yoga
Hatha-yoga: caminho do psico-físico
O yoga foi sistematizado por sábio Patanjali, no Yoga Sutra (aforismos de yoga) onde ele coloca de uma maneira bem prática os ásanas passivos a fim de obter a iluminação, meditando.
A palavra sutra quer dizer tecer, então não há como entender um aforismo isolado, há necessidade de ler o todo pra compreender a mensagem.
Samkhya e yoga se complementam pois ambas são dualistas: há corpo (matéria) e alma (atman). Quando a matéria morre, a alma se liberta mas em função do karma adquirido ela retorna, reencarna e se insere novamente no samsara, ciclo de renascimentos.
O yoga sistematizado por Patanjali constitui-se de um sistema prático composto por regras morais e éticas, disciplina do corpo e da mente para alcançar o bem estar físico, mental e proporcionar a evolução espiritual, a fim do homem tornar-se consciente de si mesmo, de seu corpo e do resultado de suas ações no mundo material. Para que ele torne-se um ser desapegado do que é ilusório e não volte a este mundo de provas ele não poderá agir erroneamente ou deixar de agir, ele é um ser ativo com ações corretas, assim terá o retorno positivo de suas ações. Adquirirá consciência que uma alma vive dentro dele e que ela é terna e sobrevive à morte do corpo.
O Yoga Sutra de Patanjali compõem-se de 4 capítulos e 195 aforismos (fio), onde um pensamento é atrelado a outro, e só o todo é compreendido.
Segundo ele, o objetivo principal é ter a mente tranqüila, apenas refletindo sem se apegar a nada. Quando a consciência superior surge é ela que verá tudo em volta inclusive o observador. Para isso, o homem deve se exercitar para ter saúde física e mental. Deve se purificar (kryas), respirar corretamente (pranayamas), ter fé (bhakti), ação correta (karma yoga), hábitos e alimentação saudáveis.
É preciso disciplina e paciência para conseguir chegar à meditação.
Sem consciência, o homem vive na ignorância e se submete a paixões, a sentimentos negativos como egoísmo, individualismo e apego ao mundo material, agindo assim ele reencarnará novamente.
É preciso agir sem violar a essência dentro de si, procurar ser sincero em tudo o que faz, dar vazão ao potencial interno, achar seu dharma, seu caminho.
Na ignorância, o ego é quem julga a realidade atual (maya). Em seu aperfeiçoamento, nasce a consciência que irá julgar, movida a bons sentimentos que floresceram.
Patanjali sistematizou o método em: yamas, nyamas, ásanas, pranayamas, prathyahara, dharana, dhyana e samadhi.
Através da prática de todas essas etapas, o homem não sentirá mais seu corpo, sua mente estará livre e o corpo material estará em sintonia com o corpo sutil através do equilíbrio do prana (energia vital).

Patrícia Melo

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