16 de junho de 2009

COMO O YOGA PODE AJUDAR A LIDAR COM AS EMOÇÕES


Diariamente, estamos propensos a desenvolver uma série de emoções diferentes de acordo com as situações que vivenciamos – estas emoções podem ser boas ou ruins de acordo com aquilo que temos armazenado – isto é, as situações já vividas/experimentadas desde a infância até o momento atual. Estas experiências fazem parte do aqui e agora, do hoje, mas também tem ligações com àquilo que fizemos e àquilo que fomos ontem. De modo geral, as emoções podem ter um papel fundamental nos relacionamentos, na saúde e bem-estar, e na qualidade de vida e, por isso, é importante aprendermos a conhecê-las e saber trabalhar com elas. É muito raro ouvir alguém dizer que pára para pensar e avaliar seus sentimentos antes de tomar determinadas atitudes. Isso ocorre porque as emoções funcionam como um turbilhão, e nem sempre temos tempo ou habilidade para compreender o que está se passando dentro de nós. Mas conhecer as próprias emoções pode evitar muitos conflitos. Todas as emoções vêm acompanhadas por reações fisiológicas. Quando sentimos medo ou raiva, a carga de adrenalina aumenta e faz com que nosso coração dispare e o corpo entre em estado de alerta. Quando estamos felizes, nosso corpo produz mais endorfinas, que resultam em sensação de bem-estar. As emoções costumam ser classificadas como positivas ou negativas. As negativas recebem essa denominação por causa do tipo de sensação que despertam, sem que isso signifique que sejam necessariamente prejudiciais. De um lado estão as emoções positivas , referindo-se às emoções que despertam experiências agradáveis e prazerosas, como o amor, o contentamento, a alegria e a felicidade. E de outro, estão aquelas que despertam sensações desagradáveis e que podem atrapalhar a comunicação e o entendimento entre as pessoas se não forem compreendidas. Dentre elas, as mais importantes: ansiedade, o medo, a tristeza e a raiva. Ansiedade: é uma sensação ou sentimento que costuma estar ligado a momentos de preocupação e apreensão. Geralmente, ela aparece quando devemos tomar decisões ou esperar por acontecimentos importantes. É semelhante ao medo, mas, ao contrário deste, não necessita de problemas reais para estar presente. Pode ser desencadeada por dificuldades subjetivas, que às vezes não conseguimos identificar, e existir em pequenos níveis; mas, em demasia, acaba resultando em uma excitação excessiva do sistema nervoso central e desencadeando uma série de sintomas físicos (como taquicardia, sudorese, sintomas gastrointestinais e irritabilidade). Medo: sentimento que surge quando estamos diante de um perigo ou ameaça real a nossa integridade física ou psicológica. É uma emoção essencial, já que possui uma função protetora, pois prepara o corpo para enfrentar ou se esquivar do perigo. Tristeza: emoção ligada à perda de alguém ou algo importante, ao abandono e ao sofrimento. Geralmente, resulta em abatimento físico, desânimo e falta de vontade. Ela é importante porque nos permite superar as perdas e as expectativas frustradas e encontrar novas formas de recomeçar. Raiva: geralmente, aparece quando nos sentimos frustrados, injustiçados ou agredidos. É uma emoção que também possui um lado positivo, pois nos faz tomar atitudes e provocar mudanças. Todos temos emoções negativas e positivas dentro de nós, isso não deve ser considerado errado ou problemático. O homem é complexo e dinâmico e, por isso,o ato de viver, o fará oscilar entre as sensações positivas e negativas ao longo do dia. A influência negativa das emoções pode ocorrer se não desenvolvermos a capacidade de compreendê-las e, consequentemente, controlá-las e dirigi-las para fins positivos. Aprender a identificar as próprias emoções e perceber como elas influenciam nossa conduta é uma maneira de conhecer a si mesmo. À partir do momento que aprendemos a identificar o que sentimos, podemos perceber mais facilmente os sentimentos dos outros e, assim, aumentar a paciência e a tolerância, facilitar a comunicação e evitar desentendimentos. Expressar o que sentimos também é um aprendizado diário. Nem sempre, por exemplo, dirigimos nossa raiva para as situações que a desencadearam e, sim, para as pessoas que estão a nossa volta, principalmente, àquelas que mais amamos. Esse tipo de confusão impede que transformemos nossas emoções em força produtiva, motivação e estímulo para mudar as situações. Praticar Yoga, é uma maneira de você trabalhar e aprender a lidar melhor com as suas emoções, sejam elas positivas (as quais também podem gerar euforia e ansiedade) como as negativas. - Através dos pránáyámas - técnicas respiratórias o homem é capaz de reduzir a sua ansiedade, o seu estresse, melhorar a circulação e literalmente, acalmar. - Com os ásanas – as posições psicofísicas – o homem é capaz de conectar-se mais consigo mesmo, sentindo e ouvindo o seu próprio corpo e identificando onde, fisicamente, a sua emoção teve maior impacto. Toda e qualquer emoção tem efeito no corpo físico, mental, emocional – desencadeando, ou o bloqueio (quando negativa) ou a circulação mais livre (quando positiva) da bioenergia , força vital , prana. - No yoganidra, relaxando o corpo, a mente – trabalhando com visualizações criativas que possibilitam a identificação e até mesmo a emersão das emoções latentes. - Na concentração – dhárana e na meditação – dhyána – possibilitando a ampliação do foco de atenção e o esvaziamento. Todo o trabalho possibilitará um maior auto-domínio e auto-conhecimento.
Fonte: http://expiracaoeinspiracao.blogspot.com

Share/Bookmark

Nenhum comentário: