14 de julho de 2009

Práticas para o bem-viver (Sistema energético)


(Texto extraído do livro de mesmo nome
de autoria de Saara Nousiainen)

O autoconhecimento e a possibilidade da autocura são propostas da vida para a próxima civilização, que já se encontra em plena gestação. Qual é o tipo de energia que você está enviando da mente e das emoções para seu corpo? Cada vez mais o ser humano está se conscientizando dos poderes ou possibilidades que possui com relação a si mesmo e, com isso, vai chegando à conclusão de que tem potenciais para ser seu próprio terapeuta. Como resultado dessa conscientização vem procurando pelos mais diversos caminhos o conhecimento interior e, como conseqüência, reativando velhas práticas e criando outras, visando tanto a autocura, quanto o autocontrole de suas condições psíquicas e orgânicas. Um desses mecanismos, talvez o mais importante, é o nosso sistema energético. Em 1939, em Krashnodar, ex-União Soviética, o eletricista Semyon Kirlian descobriu a bioluminescência e, a partir dessa descoberta, equipes de cientistas soviéticos, estudando o fenômeno, concluíram que todos os seres vivos possuem um corpo vital que chamaram de bioplásmico, num passo importantíssimo para o conhecimento da bioenergia, um dos componentes do nosso sistema energético. É uma energia que absorvemos dos alimentos, da água e do ar. O outro componente é a energia psíquica, ou "psicoenergia", gerada pelos pensamentos, emoções e sentimentos, mas que também é assimilada a partir de fontes externas. E é justamente na qualidade dessas energias que está a chave de inúmeros problemas nas funções psíquicas e orgânicas, desde que o seu mau funcionamento não esteja diretamente ligado a processos cármicos. Mesmo assim, é permitido crer que um trabalho sistemático de otimização do sistema energético pode, apesar do carma, conseguir grandes resultados, com benefícios generalizados, lembrando que a finalidade última do sofrimento é o crescimento interior do ser, não só em virtudes, mas também no conhecimento e uso de suas potencialidades. Vejamos, por exemplo, a depressão. A ciência já sabe que ela ocorre por falhas na produção de certos elementos da química cerebral e então cuida de tratá-la com remédios que compensem essas deficiências. Pergunto: o que leva o organismo a produzir esses elementos de forma deficitária? A resposta está, certamente, no sistema energético.
Como foi dito antes, esse sistema compõe-se de bioenergia e energia psíquica. Sendo a primeira bastante conhecida, vamos tratar principalmente da segunda, que pode ser de boa ou má qualidade, ou ainda, compatível ou incompatível com nosso nível evolutivo. No primeiro caso propicia bem-estar e equilíbrio em todos os sentidos; no segundo, produz bloqueios no sistema e perturbações as mais variadas, tanto de natureza orgânica, quanto mental e psíquica, da mesma forma que um motor a gasolina quando é abastecido com óleo diesel. Quanto aos agentes, tanto são internos, quanto externos. Nos primeiros temos, numa vertente, o que desenvolvemos através dos pensamentos e emoções, nem sempre compatíveis com as leis cósmicas e, na outra, as energias que sobem do subconsciente, lembrando que este pode ser comparado a um porão repleto de imagens mentais saturadas de angústia, desencantos, frustrações, medo... em manifestações perturbadoras. Também o estresse propicia geração de energia de má qualidade. Como agentes externos podemos citar: os ambientes por onde circulamos e cuja energia assimilamos de conformidade com as nossas predisposições naqueles momentos; as energias benéficas que nos são enviadas através da prece, do afeto, ou as maléficas, através de pragas e injúrias a nós dirigidas, carregadas de ódio, inveja etc. e, por fim, perseguições espirituais de variada natureza. São bastante conhecidas as experiências que tem sido feitas em algumas universidades com plantas, animais e pessoas, com resultados incontestáveis que mostram como as vibrações (soma do pensamento e da emoção, direcionados) alcançam o alvo e surtem efeitos. Este, na verdade, é um assunto muito extenso que pede inúmeros desdobramentos, que não cabem num trabalho como este. Por isso estamos procurando sintetizá-lo ao máximo, para que o leitor que não está plenamente familiarizado com ele possa ao menos ter uma noção do alcance dos benefícios que poderá obter, se dedicar-se a estes estudos e, principalmente, práticas. Fica então uma pergunta: o que se pode fazer para ter o sistema energético em boas condições? Sem falar nas questões alimentares, respiratórias etc., responsáveis pela bioenergia, podemos assinalar alguns itens fundamentais: relaxamento, limpeza do sistema energético, respiração energética, revitalização do subconsciente, dinamização do amor, elevação da freqüência vibratória e elevação da potência vibratória. Fazer relaxamento sistematicamente é importante para que o organismo possa realizar alguns ajustes em seu próprio funcionamento, assim como um computador que contém muitos programas e muitos arquivos em uso precisa, vez por outra, executar a desfragmentação. A limpeza do sistema energético, seu desbloqueio e energização podem ser feitos em várias etapas: auto-passe, varredura energética, respiração energética, prece, visualizações e dinamização do amor e da força de vontade. A varredura energética, numa explicação bem simplificada, é feita inspirando-se calma e profundamente por uma das narinas e levando a energia do ar através do olho, pela testa, passando para o outro olho e saindo pela outra narina junto com a respiração, e vice-versa. Essa varredura continua etapa a etapa abrangendo toda a cabeça, a nuca, depois descendo pela coluna vertebral, as pernas e saindo pelos pés; através dos órgãos internos, do corpo todo. O que levamos a circular assim pelo corpo não é o ar mas a sua energia, e podemos sentir perfeitamente essa circulação e os pontos onde há bloqueios que, com a prática, vamos aprendendo a desfazer. Importante: em todo exercício feito com o ar deve-se visualizá-lo carregado de energia benéfica, luminosa e de alegria. A respiração deve ser abdominal, ou seja, é o abdômen que expande e contrai com a inspiração e expiração, não o tórax. Também é fundamental dinamizar emoções de afeto, carinho, amor e alegria. Na respiração energética inspiramos serenamente o ar levando sua energia para todo o corpo, preenchendo-o com ela. É bom lembrar que o trabalho da mente é essencial, porque é ela quem dinamiza e comanda todas estas operações com o poder e a eficiência que formos capazes de lhe imprimir. Não é o caso de se fazer esforço mental mas um tranqüilo e poderoso comando, assentado na prática e na vontade. A revitalização do subconsciente é trabalho para muita persistência, na criação de imagens mentais positivas, na geração sistemática de vibrações de elevado teor, em engramas ou afirmativas que ajudam a condicionar o comportamento. Os exercícios de relaxamento com visualizações positivas representam instrumentos poderosos porque alcançam também o inconsciente, num trabalho, embora lento, de transmutação energética. Esta é apenas uma mínima amostra, o entreabrir de uma cortina para as possibilidades que temos em nosso interior, visando buscarmos e alcançarmos um estado de equilíbrio físico e mental. São os primeiros passos no caminho que nos leva ao bem-viver, embora tenhamos de trilhar ainda por ele em longas buscas, experimentações e aprendizados, através de “N” reencarnações até alcançarmos um estágio no qual seremos capazes de comandar conscientemente todo o nosso sistema orgânico e psíquico. Como podemos observar, o autoconhecimento não se restringe à identificação dos próprios valores positivos e negativos, mas também aos extraordinários recursos com que o Criador nos beneficiou.
Fonte: http://www.bemviver.org/Textos


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