19 de agosto de 2009

Eu chorei, mas não desejo que os demais chorem; mas se o fizerem, agora sei o
que isso significa. (...) É preciso que se libertem, não por minha causa, mas
apesar de mim. Toda esta vida e, especialmente nos últimos meses, tenho lutado
para ser livre – livre de meus amigos, dos meus livros, de minhas associações.
Vocês devem lutar pela mesma liberdade. Deve haver uma constante inquietação
interior. Segurem um espelho constantemente à sua frente. Se houver algo
indigno do ideal que criaram para si mesmos, mudem-no. Não façam de mim
uma autoridade. Se eu me tornar uma necessidade para vocês, o que farão
quando eu partir? Alguns de vocês acreditam que eu possa lhes dar uma bebida
que os tornará livres, que posso lhes dar uma fórmula que os libertará – mas não
é assim. Eu posso ser a porta, mas vocês devem passar por ela e encontrar a
libertação que está além dela... A verdade chega como um ladrão – quando
menos se espera por ela. Gostaria de poder inventar uma nova língua; como não
posso, gostaria de destruir a velha fraseologia e antigos conceitos. Ninguém
pode lhes dar a libertação. Terão de encontrá-la dentro de si, mas porque eu a
encontrei, eu lhes mostrarei o caminho... Aquele que atingiu a libertação tornou-
se um instrutor. Cada um de vocês têm o poder de entrar na chama, de se
tornarem a própria chama... Porque eu estou aqui, se me tiverem em seus
corações, eu lhes darei a força para alcançá-la. A libertação não se destina aos
poucos, aos escolhidos, aos eleitos.

Jiddu Krishnamurti







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