13 de setembro de 2009

Alimentos Funcionais



Veja como os chamados alimentos funcionais são capazes
de atuar na redução do risco
de doenças crônicas e retardar o envelhecimento

Não é novidade que a natureza traz uma série de alimentos
com poderes terapêuticos.
Pesquisas mundiais já comprovaram que o
ômega 3 presente nos peixes reduz o nível de
colesterol no
sangue, que a soja atenua os sintomas da menopausa,
que o tomate ajuda
na prevenção do câncer de próstata
e que o abacate protege o corpo dos radicais livres.
Sabe-se,
portanto, que muita coisa que a gente ingere,
além de nutrir o corpo, conta com
componentes bioativos
que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos benéficos
ao
organismo humano. A diferença é que agora eles são
apresentados com a classificação de
"funcionais".
"Deu-se nome aos bois", resume a nutricionista clínica
funcional Denise Madi Carreiro, de
São Paulo. De acordo
com ela, nos últimos anos, fala-se tanto sobre esse
assunto graças à
descoberta das substâncias que
tornam determinados alimentos boas fontes para diminuir

o risco de doenças. Carotenóides (presentes no pimentão
ou na laranja), limonóides
(encontráveis nas cascas
das frutas cítricas), fenóis (que estão nos vegetais de
cores roxa,
azul ou violeta) ou flavonóides (cuja soja é
a grande representante) são alguns dos
componentes
ativos capazes de prevenir ou reduzir males que vão da
constipação
intestinal à osteoporose, arteriosclerose
e até mesmo certos tipos de câncer.
Você é o que come Todo
alimento natural (ou seja, não-processado industrialmente)
pode ser classificado
como "funcional", já que contêm, em
doses variadas, vitaminas, minerais, enzimas ou
fibras
essenciais para a saúde. "No entanto, são apenas alguns
alimentos que trazem essa
capacidade protetora do organismo",
salienta a nutricionista clínica Carina Pioli, do
Hospital Alemão
Oswaldo Cruz, localizado na capital
paulista.
Segundo a médica, é importante notar que não basta
simplesmente devorar doses
cavalares dos alimentos
com reconhecimento medicamentoso. Isso porque nem
sempre as
proteínas de tudo que se ingere são absorvidas
pelas células. Cada pessoa tem uma
resposta bioquímica
ao que consome, por isso, suas necessidades são particulares.

Todo alimento natural (ou seja, não-processado industrialmente)
pode ser classificado
como "funcional", já que contêm,
em doses variadas, vitaminas, minerais, enzimas ou
fibras
essenciais para a saúde. "No entanto, são apenas
alguns alimentos que trazem essa
capacidade protetora
do organismo", salienta a nutricionista clínica Carina Pioli.

Em alguns casos, quando o organismo encontra dificuldade
em reconhecer as substâncias
que poderiam fortalecê-lo,
podem ocorrer reações inflamatórias que contribuem para
o
desenvolvimento de males como rinite, otite, bronquite,
gastrite e até celulite, ou ainda
inchaços, dor de cabeça,
ansiedade, falta de concentração, alterações de humor e
obesidade.
"Somos reflexo do que ingerimos para abastecer
nossas células", pontua Denise Carreiro. Dados da OMC
(Organização Mundial da Saúde) apontam que 80% das
mortes por
doenças crônicas não-trasmissíveis tiveram
relação com a alimentação incorreta.
Por isso, o ideal,
garantem as nutricionistas, é investir
na velha receita: dieta variada,
moderada e equilibrada.
Em outras palavras, é necessário combinar um cardápio que

ofereça todos os nutrientes essenciais e, ao mesmo tempo,
contribua para a manutenção
do peso ideal do corpo.
Quem tem como objetivo perder alguns quilos, por exemplo,
deve
optar pelo consumo máximo de vegetais (5 porções)
e frutas (4 porções), que apresentam
baixas calorias, e o
mínimo de porções dos grupos de carboidratos complexos
(6 porções)
e proteínas (2 porções de laticínios e 2 porções
de carnes, ovos ou leguminosas), que
tendem a ter mais calorias.

Enlatados
O problema é que a sociedade industrial e a vida nos grandes
centros urbanos têm
criado gerações de pessoas sedentárias,
estressadas e com péssimos hábitos alimentares.
É para elas
que a mercado não pára de criar uma infinidade
de produtos industrializados
que se apresentam como "funcionais"
e pretendem suprir as deficiências nutricionais,
além de evitar
o risco de doenças. Leite longa vida acrescido de ômega 3,
farinhas com
fibras, vinagre com acerola, além de fórmulas
à base de proteína de soja com dosagens
de isoflavonas
estão entre os alimentos "enriquecidos".
Desde 99, a Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária do
Ministério da
Saúde) aprovou a regulamentação desses alimentos
e ingredientes. Entre os
recentemente estudados, estão os
prebióticos e os probióticos. Os primeiros são alguns
tipos de
fibras alimentares, cuja configuração molecular os torna resistente
à ação de
enzimas e, assim, não são digeríveis pelo organismo.
Com isso, facilitam o trânsito
intestinal e reduzem desconfortos
e até mesmo doenças. Já os probióticos são
microorganismos
adicionados a certos alimentos - leites e iogurtes, especialmente,
que
reforçam a ação das bactérias benéficas e diminuem a ação das
patogênicas.
Ainda assim, é preciso levar em consideração que
nem sempre alguns desses
alimentos industrializados trazem
concentrações suficientes dos componentes funcionais.

As médicas consultadas reforçam que o consumo desses produtos
(que têm custo mais
elevado), com a finalidade diminuir as
chances de desenvolver doenças, precisa estar
associado a
uma alimentação que também conte com produtos naturais,
além da prática
de alguma atividade física. Com tudo isso,
fica fácil imaginar como o que se põe à mesa
exerce papel
fundamental no retardo do processo de envelhecimento.

Saiba mais sobre a atuação dos principais alimentos
funcionais no organismo:

Abacate (betasistosterol): Rico em vitaminas E e C,
potentes antioxidantes, promove a
saúde dos dentes e
das gengivas e protege os tecidos do corpo dos radicais livres.
Seus
fitonutrientes reduzem o colesterol sangüíneo;
Alho e cebola (alicina e compostos derivados):
Estudos apontam que muitos
compostos desses
alimentos exercem atividades anticancerígenas e
antiaterogênicas.
Eles ainda estimulam
a função imunológica e favorecem a redução do
colesterol "ruim";

Chá verde (compostos fenólicos): tem ação
antioxidante que reduz o risco de câncer

(particularmente o câncer de estômago)
e de doenças cardíacas, impedindo a formação e

desenvolvimento de tumores. Melhora ainda a
produção de suco gástrico e, por isso,
diminui a
gordura abdominal;

Couves, brócolis, repolho e nabo, entre outros
vegetais crucíferos (glicosinolatos):
previnem câncer
e doenças cardiovasculares por sua ação antioxidante
nas células. Todos
são ricos em fibras que ajudam
no bom funcionamento do intestino;

Aveia, trigo e arroz integral, entre outras
fibras (glucanas): resistentes à hidrólise

(as fibras não são quebradas pelas enzimas do
tubo digestivo), promovem a sensação de
saciedade
precoce e retardam a absorção de carboidratos,
açúcar e gordura.
Também
reduzem o risco de câncer,
particularmente aqueles do trato alimentar, tais
como câncer
coloretal e gástrico;
Leites fermentados (probióticos): previnem o
câncer intestinal e de colorretal e
participam do
controle da glicemia. Esses microorganismos colaboram
com o
funcionamento e o equilíbrio
dos organismos benéficos da flora intestinal;

Peixes e azeites (ômega 3): reduzem os níveis
de colesterol sangüíneo e o risco de
doenças
cardiovasculares. Sabe-se hoje que a maior parte
das doenças crônicas não-
transmissíveis
podem ser evitadas com o ômega 3;

Pimenta (capsaicinóides): São boas fontes de
antioxidantes e, segundo estudos,
podem atuar
como anticoagulante, prevenindo a formação de
coágulos que causam
ataques cardíacos ou até
derrames cerebrais;

Soja e derivados (isoflavona): reduzem a freqüência
e intensidade dos sintomas da
menopausa,
previnem osteoporose, protegem contra o câncer
(principalmente o de mama
e o de próstata) e
doenças cardíacas, e diminuem o colesterol "ruim" pela
ação
antioxidante da isoflavona, que também combate os
radicais livres;

Tomate vermelho, amora e goiaba vermelha
(carotenóide licopeno): protegem
contra o câncer
de próstata e contra doenças cardiovasculares
(o tomate na forma de
molho tem ainda
mais concentração de seu componente ativo)
e neutraliza os radicais
livres.

Pamela Cristina Leme
Fonte: http://www.espasaude.com.br/pdf/alimentosfuncionais.pdf

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