16 de setembro de 2009


Após semanas, compreendi o óbvio. Eu não ia
solucionar meu problema pressionando-o, malhando-o
ou implorando-lhe para que fizesse alguma coisa
que não queria...Como último recurso, nas raras
ocasiões em que as coisas não corriam bem para
mim, eu levava o saco de dormir para o Cub, dava
partida ao motor, voava para o horizonte na direção
do pôr-do-sol e aterrava num campo de relva para
passar a noite. Em seguida, olhava para o céu e
escutava as vozes de amigos que não podia ver.
Ás vezes, só vencemos quando nos rendemos. E,
ao me render, estirei-me na grama, sob a asa do
meu pequeno barco aéreo, e perguntei às estrelas:
"Se tenho que compreender o que está acontecendo,
murmurei na direção de Arcturus - mostre-me o que
preciso saber. Não sei o que fazer em seguida. O
trabalho é seu. Desisto." A mais suave das brisas
sussurrou em resposta, e pela relva soprou um vento
que vinha suspirando há milhares de anos. Relaxe...

Richard Bach

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