29 de setembro de 2009


Deve todo homem obedecer a sua consciência, ainda que imperfeita seja a sua obra; pois assim como do fogo se desprende a fumaça, assim tudo quanto o homem faz é contaminado de culpa.
Só alcança perfeita liberdade  e transcendente serenidade aquele que, sem interesse e no espírito de  renúncia, executa o seu trabalho e não deseja recompensa alguma.
Ouve agora, ó filho da terra, como o sábio que encontrou paz verdadeira alcança perfeição em Brahman, o Ser Supremo, e entra na beatitude da existência pela compreensão.
O homem que realizou sa sua purificação mental é inteiramente devotado a mim, firmemente consolidado na Verdade, senhor de si mesmo, livre de apego  e de aversão.
Quem vive num ambiente de pureza e harmonia, comendo moderadamente, controlando o corpo, a língua e a mente, e com a consciência focalizada no verdadeiro Eu, mediante a contemplação espiritual - esse está firmemente estabelecido na serenidade da renúncia.
Isento de agoísmo, violência, ganância e cobiça, desapegado do "eu" e do "meu", sereno e calmo dentro de si mesmo - este homem se torna um com Brahman.
E integrado no espírito de Brahman, alcança o seu Eu divino, o eterno descanso; já não chora por nada, não tem desejo de nada, não luta por nada, não tem cobiça de coisa alguma.
Porque dentro de si possui tudo. Quando o homem se integra em mim é um comigo; dele é minha Grandeza, meu Poder, meu Ser, minha Vida, minha Sabedoria, minha Beatitude.
E ainda que esse homem peregrine na Terra, em corpo terrestre, persevera firme na minha graça, e por meu poder encontra a sua meta.

Bhagavad Gita, cap. 18, 47-56

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