19 de setembro de 2009

A Ioga converte a teologia em experiência prática



A Ioga capacita o homem a perceber a verdade em todas as religiões. Mandamentos são pregados, com palavras diferentes, nas diferentes religiões. Os dois maiores mandamentos, porém, são aqueles que Jesus enfatizou: "Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente", e "amarás a teu próximo como a ti mesmo."
Amar a Deus "com toda a tua mente" significa retirar dos sentidos a atenção e colocá-la em Deus; dar a Ele concentração total durante a meditação. Todo buscador de Deus deve aprender a concentrar-se. Uma prece pronunciada enquanto se pensa em outras coisas no fundo da mente não é uma prece sincera e não é atendidda por Deus. A Ioga ensina que, para encontar o Pai, é necessário, primeiro, buscá-Lo com toda a mente, com concentração focalizada.
Há quem diga que os hindus adaptam-se melhor à prática da Ioga e que esta não serve para os ocidentais. Não é verdade. Muitos ocidentais estão hoje em melhor situação para paraticar Ioga do que muitos hindus, porque o progresso científico deu mais tempo livre aos primeiros. A Índia deveria utilizar cada vez mais os métodos materiais progressistas do Ocidente para facilitar a vida e torná-la mais livre, e o Ocidente deveria receber da Índia os métodos metafísicos práticos da Ioga, pelos quais todo homem pode achar o caminho para Deus. Ioga não é uma seita, mas uma ciência universalmente aplicável, por cujo intermédio podemos encontrar nosso Pai.
A Ioga é para todos, ocidentais e orientais. Ninguém diria que o telefone não serve para o Oriente só porque foi inventado no Ocidente. Também os métodos da Ioga, embora desenvolvidos no Oriente, não são exclusivamente deste, e sim úteis a toda a humanidade.
Nasça um homem na Índia ou na América, um dia terá que morrer. Por que não aprender a "morrer diariamente" em Deus, como São Paulo? A Ioga ensina o método. O homem vive no corpo como um prisioneiro: esgotado seu prazo, sofre a indignidade de ser despejado. Amar o corpo é, portanto, a mesma coisa que amar a prisão. Há muito tempo acostumados a viver no corpo, esquecemos o que significa a verdadeira liberdade. Ser ocidental não é desculpa para não buscar a liberdade. É vital para todo homem a descoberta de sua alma e o conhecimento de sua natureza imortal. A Ioga mostra o caminho.

Paramahansa Yogananda, in
A Eterna Busca do Homem, pág. 16-17

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