12 de setembro de 2009

A mente religiosa difere sobremodo daquela que crê na
religião. No sentido psicológico, a mente religiosa está
livre da
sociedade, livre também de todas as formas
de crença, todas as
formas de exigência de experiência
e auto-expressão. O homem
sempre criou, através das
idades, um conceito a que deu o nome de

'Deus'. Para o homem, a crença nesse conceito
chamado 'Deus'
sempre foi necessária, porque vê
que a vida é desgraçada – uma
sucessão de batalhas,
conflitos e aflições– com uma ocasional
centelha de
luz, de beleza e de alegria... No Ocidente, há umSalvador; só por meio Dele pode se achar aquela Coisa Suprema.

Todos os sistemas do Oriente e do Ocidente implicam
em um
constante controle, uma constante deformação
da mente a fim de
ajustá-la ao padrão fixado pelo
sacerdote, pelos livros sagrados,
por todas essas
coisas deploráveis que constituem a essência

mesma da violência. Sua violência não consiste
apenas em
renunciar à carne, mas, também, em
renunciar a toda forma de
desejo, a toda forma
de beleza, por meio do ajustamento a

determinado padrão.

Krishmanurti

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