12 de setembro de 2009


A mente religiosa é aquela que não está ligada a nada;
só ela
pode descobrir o que é verdadeiro e o que é falso.
Só ela pode
descobrir se há, ou não, uma Realidade,
Deus, uma coisa
atemporal – mas não a mente ligada
a alguma coisa, a mente que
crê ou que não crê.
Por certo, não tem mente religiosa o homem

que vai à igreja... A mente religiosa, ou mente nova,
é a mente
revolucionária. Porque, então, a mente já
não é ambiciosa,
invejosa; percebeu o significado
da inveja, da ambição, da
autoridade, e, por conseguinte,
livrou-se delas – não no fim, porém
no presente,
imediatamente. E essa negação é própria da

meditação. Meditação não é essa coisa simplória
consistente em
repetir palavras, sentado à frente
de uma imagem, procurando ter
visões e todas as
correspondentes sensações; meditação é, sim, o

percebimento constante que nos faz ver o falso e
negá-lo
totalmente. Essa negação provê energia,
não a energia que nasce
do conflito, não a energia
recomendada pela chamada gente
religiosa que
nos manda ser celibatários toda a vida etc. Tudo isso

são formas de resistência e, por conseguinte, contradição.

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No sentido da palavra 'religioso', é necessária uma
revolução
em cada um de nós – revolução total e
não parcial. Toda reação é
parcial, e a revolução a
que nos referimos não é parcial e, sim, uma

coisa total. E só essa mente pode ter intimidade
com a Verdade. Só
essa mente pode ter 'amizade'
com Deus – ou o nome quepreferirdes.
Só essa mente pode participar da Realidade.


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É necessário estarmos livre de toda crença – de toda
e qualquer
ligação – porque nós estamos ligados ao
todo da vida, e não a um
fragmento dela.

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Para conhecerdes a Deus, vós não O deveis buscar.
Se O
buscais, estais fugindo do que é, e esta é a
razão por que perguntais
se há ou não há Deus.
Quereis escapar do vosso sofrimento,
refugiar-vos
numa ilusão. Vossos livros estão cheios de Deus,

vosso templo está cheio de imagens feitas pela mão;
mas Deus não
está nessas coisas, porque todas elas
são fugas do vosso sofrimento
real. Para encontrarmos
a realidade, ou, melhor, para que a
realidade se nos
manifeste, deve cessar o sofrimento. E e a mera

busca de Deus, da imortalidade, é uma fuga do sofrimento.

Krishnamurti

A mente livre do julgamento do ego, está livre de maya,
da ilusão da matéria.
Essa é a mente com religiosidade,
com consciência de ser parte do Todo, do Universo

e não se prende a nada. Há diferentes culturas, raças
e línguas que traduzem
Deus de várias maneiras, pois
desde o início da humanidade o homem sente a necessidade

de uma crença num poder fora dele, em algo maior. Acredito
que todas têm um denominador comum, que são vários
atalhos de um único caminho que leva à essência divina.
Mas a mente consciente sabe que

está no desapego a sua verdadeira libertação,
indo ao encontro de seu EU.

Padma Shanti



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