15 de outubro de 2009

A aceitação correta do mal


Todo sofrimento provem exclusivamente da própria destrutividade da pessoa, da sua negatividade, ou mal - qualquer que seja o nome que se lhe dê. Todos vocês já passaram pela experiência de perceber como se sentem ameaçados, ansiosos e insatisfeitos ao se defrontarem com alguma de suas atitudes, traços e características indesejáveis. É preciso compreender essa reação com mais profundidade. O sentido de uma reação desagradável e ansiosa dessa é nitidamente uma expressão que afirma: "Tal e tal coisa não deveriam existir em mim." Todas as defesas que você erigiu tão laboriosamente servem para protegê-lo não só do mal dos outros, mas principalmente do seu próprio. Se procurar descobrir a causa sempre que se sentir ansioso, você fatalmente descobrirá que, em última análise, está apreensivo com o seu próprio mal, independentemente de quão ameaçadores possam parecer a pessoa do outro ou o fato externo em si.  Se você traduzir essa ansiedade em palavras claras e objetivas, verbalizando seu pensameto interior de que certas atitudes e sentimentos "não devem existir em mim", então você poderá encarar sua atitude com relação ao mal de uma maneira muito mais adequada. Porque o mal em si é bem menos prejudicial do que sua atitude com relação a ele. De agora em diante, em vez de fugir como de costume, o que sempre acarreta mal-estar emocional, problemas e sofrimento, agarre seu medo e o pensamento que está por trás dele: "Não devo ser desse jeito." Se esse medo for ignorado, o problema será pior.

Eva Pierrakos, in
O caminho da autotransformação
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