11 de novembro de 2009

O aspecto energético da respiração - A respiração prânica


A literatura, as filosofias e religiões orientais destacam o fato de que a respiração veicula a energia vital. Reconhece-se um sistema interior através do qual, quando respiramos, somos abastecidos de energia vital, o prana (sânscrito), chi(chinês) e Ki(japonês). Em outras palavras, enfatiza-se a importância do ato de respirar, e que existe um elemento no ar, além do oxigênio e do hidrogênio (por exemplo), que tem uma função diferente da troca gasosa, reconhecida pela ciência ocidental. Afirma-se que esse elemento revitaliza o organismo, refletindo-se, não apenas no nível físico, mas também nos níveis sutis.
Considerando esse ponto de vista, verificamos a existência de dois sistemas de respiração: um meramente fisiológico e outro que funciona simultaneamente com o primeiro e que veicula o prana, ou seja, uma respiração física (exterior, facilmente observável) e uma respiração prânica (interior, sutil).
O prana é a soma total das energias manifestadas no universo, como o calor, a eletricidade, o magnetismo e muitos fenômenos psíquicos. É a energia de força vital em nosso corpo que mantém nossa vitalidade. Podemos perguntar, então: como é que essa energia se distribui pelo corpo humano, garantindo-lhe vida, equilíbrio e saúde?
Fazendo uma analogia entre o sistema fisiológico da respiração e o sistema prânico temos que enquanto o oxigênio presente no ar é assimilado pelo sangue e levado, através da hemoglobina, pelo sistema circulatório, para todos os tecidos e órgãos do corpo, o prana é assimilado e aproveitado pelo sistema nervoso, levando força e vitalidade para todo o ser. Assim como, no seu trajeto, o oxigênio é bombeado para o corpo, impulsionado pelos batimentos cardíacos, a sede do prana é o coração. Enquanto o oxigênio segue seu caminho, através das veias, capilares e artérias, a circulação do prana se dá através de condutos sutis de energia chamados nadis, que são em número de 72000, sendo Ida, Pingala e Sushuma, os principais.
O Sushuma é o mais importante de todos os nadis e consiste no eixo ou canal central que se situa ao longo da coluna, por onde circula energia neutra. Ele é conhecido como o sustentador do universo e “o caminho da salvação”. Quando um Iogue realiza seus exercícios, tem como objetivo fazer com que o prana circule pelo Sushuma.
O prana que circula por Ida e Pingala é energia polarizada. Quando respiramos, o prana inspirado pela narina esquerda flui através de Ida e ao ser inspirado pela narina direita flui através de Pingala. Em outras palavras, através do Ida circula força prânica negativa e de Pingala, força prânica positiva. Esses condutores de prana circulam de forma espiralada, em torno do eixo central, o Sushuma, alimentando, gerando e acumulando-se, em seus pontos de contato, os vórtices ou rodas de energia (chacras). Durante o ato de respirar, a cada duas horas, há o predomínio da respiração em uma das narinas, mantendo-se o equilíbrio energético do sistema.
Em resumo, podemos descrever a respiração prânica da seguinte maneira: a força positiva do prana é aspirada e segue pelo Pingala, o canal de polaridade positiva, até o chacra básico, onde encontra a força negativa aspirada pelo Ida, o canal de polaridade negativa, retornando, formando um circuito de energia. Qualquer desequilíbrio nesse circuito compromete todo o sistema energético da pessoa, afetando sua saúde em todos os níveis, o que acontece comumente.
Vera Lúcia Ferreira
Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=13823

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