10 de novembro de 2009

OS BENEFÍCIOS DA COMPAIXÃO


Nos últimos anos, houve muitos estudos que corroboram a ideia de que o desenvolvimento da compaixão e do altruísmo tem um impacto positivo sobre nossa saúde física e emocional. Num experimento bem conhecido, por exemplo, Davic McClelland, um psicólogo na Harvard University, mostrou a um grupo de alunos um filme de Madre Teresa trabalhando entre os pobres e os doentes de Calcutá. Os estudantes relataram que o filme estimulou sentimentos de compaixão. Depois, ele analisou a saliva dos alunos e descobriu um aumento da imunoglobulina-A, um anticorpo que pode ajudar a combater infecções respiratórias. Em outro estudo realizado por James House no Research Center da University of Michigan, os pesquisadores concluíram que a dedicação regular do trabalho voluntário,  em interação com os outros com calor humano e compaixão, aumentava tremandamente a expectativa de vida, provavelmente também a vitalidade geral. Muitos outros pesquisadores no novo campo da medicina da mente-corpo demonstraram conclusões semelhantes, que documentavam que estados mentais positivos podem beneficiar a saúde física.
Além dos efeitos benéficos sobre nossa saúde física. há provas de que a compaixão e o comportamento interessado contribuem para a nossa saúde emocional. Estudos revelaram que estender a mão para ajudar os outros pode induzir um sentimento de felicidade, uma tranqüilidade mental maior e menos depressão. Num estudo de trinta anos com um grupo de diplomados de Harvard, o pesquisador George Vaillant concluiu, com efeito, que adotar um estilo de vida altruísta é um componente crítico para a boa saúde mental. Outra pesquisa, realizada por Alan Luks entre alguns milhares de pessoas que estavam envolvidas regularmente em atividades voluntárias de auxílio a terceiros, revelou que mais de 90% desses voluntários relatavam um tipo de "barato" associado à atividade, caracterizado por uma sensação de valor humano, mais energia e uma espécie de euforia. Elas também tinham uma nítida sensação de tranqülidade e de maior autovalorização em seguida à atividade. Não era só que esses comportamentos de dedicação proporcionassem uma interação benéfica em termos emocionais; concluiu-se também que  "tranqülidade dos que ajudam" estava associada ao alívio de uma variedade de transtornos físicos relaciondos ao estresse.
Embora as provas científicas ratifiquem nitidamente a posição do Dalai Lama quanto ao valor prático e muito real da compaixão, não é preciso contar apenas com experimentos e pesquisas para confirmar a veracidade dessa opinião. Podemos descobrir os fortes laços entre os cuidados, a compaixão e a felicidade pessoal na nossa própria vida e na das pessoas que nos cercam.
"Ao gerar compaixão, iniciamos pelo reconhecimento de que não queremos o sofrimento e de que temos um direito á felicidade. Isso pode ser verificado e legitimado pela nossa própria experiência. Reconhecemos, então, que outras pessoas, exatamente com nós, também não querem sofrer e têm direito à felicidade. Isso passa a ser a base para começarmos a gerar a compaixão." (Dalai Lama)
Howard C. Cutler, in
A arte da felicidade - um manual para a vida  

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2 comentários:

Alma inquieta disse...

olá Padma!

Muito bom o teu texto!

Eu posso falar por experiência própria!
Quando fazemos o bem e temos atitudes altruístas..., o bem que faz à nossa alma, acredito, é bem maior do que quem recebe.

Não gosto de falar do que faço, portanto, só te digo que quando a minha filha tinha 12 anos, levei-a comigo numa acção que fiz... e ela hoje com 20 anos diz que "isso" fez dela uma pessoa diferente!
E posso dizer-te que é das pessoas mais solidárias que conheço e de quem tenho o maior orgulho, por ser o Ser Humano lindo que é!

Um beijo.

Pelos caminhos da vida. disse...

Todo o bem que fazemos, nossa alma agradece.

Bom dia.

beijooo.