13 de novembro de 2009


TAOÍSMO

Foi introduzido na China durante o Império do Meio, mais ou menos no terceiro ou quarto século AC, por Lao Tzu em um trabalho curto, de menos de 6000 palavras, intitulado O Tao (O Caminho). Sua filosofia se expandiu mais tarde e foi interpretada por um engenhoso poeta e filósofo, Chuang Tzu, durante a segunda metade do quarto século.
O principal objetivo da filosofia taoísta é em direção à harmonia e integração interior de cada indivíduo. Como tal, é um conceito de inconformismo. Sugere que cada um de nós só pode alcançar a humanidade pessoal plena através do processo de desaprender o que já aprendemos, de forma a termos a oportunidade de retroceder em harmonia com todas as coisas, como éramos no começo.
Considera-se o egotismo como estando na origem de toda desarmonia e sendo assim, o principal fator causal do sofrimento humano. Por esta razão, as pessoas devem lutar para se libertar do ego. Com a perda dos desejos do ego, podemos nos livrar também dos conflitos íntimos.
Lao Tzu sugeriu que as pessoas teriam poucos desejos e não seriam ligadas a pessoas e coisas. Viveriam em função de sua auto-estima, e não da dos outros. Lutarinam pela simplicidade natural e vida espontânea, e se libertariam de artificialidade e da compulsão.
Os taoístas não estão à mercê de suas emoções, lutam para compreender a si mesmos, consideram-se únicos e por conseguinte, não há competição com ninguém. Praticam a não-ação. Para eles,esta não é uma condição passiva, mas sim uma forma sutil de ação. O caminho da água é usado como metáfora comum para isto. Nas palavras de Lao Tzu:
Como o rendimento suave da água
penetra a pedra inflexível,
assim aceitar a vida soluciona
o que é insolúvel:
aceitar, aprender, é voltar outra vez.
Mas esta lição silenciosa,
este exemplo fácil, 
não influencia os homens.
Os taoístas  vêem poder na moralidade e são, portanto, sensíveis à sociedade e aos sentimentos dos outros. Não são juízes e tentam responder mais à atitude dos outros do que às suas ações. Rejeitam a violência, opressão e poder. Recusam-se a participar da conquista da natureza ou da exploração dos outros.
"O Caminho" para a verdadeira vida é por meio da transcedência de todas as distinções, diferenças e diferenciações, porque estas servem apenas para provocar fragmentação que causa a fraqueza e impotência. Eles concebem o contrário da fragmentação como amor, aceitação e unicidade universais. No coração do taoísta, o amor é a capacidade de fundir-se como uma parte de todas as coisas, tentam viver suas vidas naturalmente e de maneira a encorajar a paz no conflito, a unificação na separação, o amor e a transcendência na confusão e no caos.
Leo Buscaglia, in
Assumindo a sua personalidade

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Um comentário:

ÁLI IMPALÉA disse...

Nossa, amigos, sou professora de Artes (Dança, História da Arte, Música...) no Estado de Santa Catarina mas andava agoniada, com uma necessidade muito estreita de relembrar e voltar aos princípios cultivados pelo TAOÍSMO (que aprendi a amar desde criança quando meus Pais mostraram-nos estas leituras!). De repente, achei este blog - muito sucinto, objetivo e amoroso!
MUITO OBRIGADA! ACABO DE ME TORNAR SEGUIDORA!
Espero que continuem publicando mais estudos sobre o TAOÍSMO!
Abraços - ÁLI IMPALÉA