5 de dezembro de 2009




NATAL

“Na etimologia da palavra natal vamos encontrar a mesma raiz da palavra natureza. Ambas vêm do termo latino natus, que significa tempo de nascer. Tempo para lembrar o eterno renascer da natureza com motivação para um permanente renascer interior.” (Arno Kayser).
Natal significa nascimento. Já que estamos vivos, seria nascer de novo, renascer. Com o corpo formado envelhecendo gradativamente, só nos resta renascer em nosso interior, nossa alma, nossa essência, nossos valores e crenças, encontrando nossa verdadeira natureza humana. Se Deus está dentro de nós, cabe a nós buscarmos o que há de melhor em nós, refletindo em nossas atitudes o amor, a paz, a compaixão para com todos, sem distinção qualquer, pois todos têm o mesmo o divino dentro de si. Independentemente da raça, cultura e crença de cada um, todos passam por momentos difíceis na vida e têm de buscar sua força interior, crescer  e aprender em cada um deles.
Através deles voltamos à nossa casa, ao verdadeiro lar, o lar da alma.
Infelizmente, por conta de um mundo consumista o Natal é sinônimo de compras e troca de presentes. As pessoas se reúnem ao redor da mesa farta e, mas poucos são aqueles que renascem interiormente e recriam suas vidas.
E onde está a compaixão e o amor divino em nós?
Será que presentes preenchem nosso vazio existencial, naquelas horas em que parece que temos tudo, mas sentimos que falta algo?
Por que temos tudo e não somos felizes?
São questionamentos que devem ser feitos em qualquer época do ano, mas que se tornam mais necessários em tempos tão difíceis, onde há escassez de solidariedade e de comida no prato de tantas pessoas solitárias, abandonadas, discriminadas, carentes e descrentes... Sem contar que a cada dia aumenta o número de animais abandonados e maltratados, um mundo cruel onde tantas crianças são vítimas de crimes insanos, onde os desastres climáticos se intensificam por conta do poder do homem sobre a natureza. Há tanto avanço tecnológico nesta era da informação e tanto retroceder no “tornar-se” humano.
Que no Natal possamos fazer uma auto-análise e nos conhecer realmente, conhecer nosso verdadeiro “eu”, avaliar nossas ações e de que maneira elas afetam a sua vida, de todo ser vivo e de todo planeta.
Vamos cuidar também de nosso espírito com pensamentos melhores, mais positivos, vendo as coisas sob um prisma de esperança, pois tudo muda à nossa volta quando modificamos nosso interior.
Onde há guerra há ódio, e o ódio nasce no coração do homem.
Que seu coração seja solo fértil da sementinha do amor, que ela cresça firme e forte regada com muito carinho e que dê bons frutos de paz e solidariedade, é o que desejo do fundo de minha alma.
Namastê!
Padma Shanti



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Um comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Namaste, Padma!
Que lindo post sobre o Natal... tao diferente dos convencionais e, no entanto, tao informativo e simplesmente belo!
Simplesmente amo vir aqui! :o)
Beijos, flores e muitos sorrisos!
Eu Sei Que Vou Te Amar
Viver Integral