4 de dezembro de 2009


 
OS DOIS "EUS"
Essa história está no Mundaka Upanishad (3:1:1):
Dois belos pássaros viviam numa mesma árvore. Um deles num ramo perto da copa e o outro mais embaixo. Este último ocupa-se provando os frutos da árvore, enquanto o de cima, tranqüilo e majestoso, simplesmente observa, absorto em sua própria glória. Quando, ocasionalmente, o primeiro pássaro prova algum fruto amargo, ele salta imediatamente para um galho mais alto e nota o desprendimento do outro, que não se interessa nem pelas frutas doces, nem pelas amargas. Satisfeito, não procura nada fora de si mesmo. Na tentativa de se aproximar desse pássaro, ele então pula para um galho acima, mas, por força do hábito, começa a provar os frutos daquele galho. Depois de experimentar outro fruto amargo, ele olha para cima e, mais uma vez, observa a auto-satisfação de outro pássaro. Ele então salta para um galho superior e, por força do hábito, novamente começa a provar os frutos que ali se encontram.
Prossegue dessa maneira, saltando de galho em galho, até chegar bem perto do segundo pássaro. Nesse instante, a luz que emana das plumas do segundo pássaro reflete-se nas suas plumas, que começam a se dissolver. Quando, finalmente, ele alcança o mesmo galho em que o segundo pássaro se encontra, sua percepção muda completamente, e ele se dá conta de que, durante todo o tempo, o segundo pássaro era ele mesmo.
A aparente dualidade existira somente porque, para saborear os frutos árvore, ele havia se transformado num reflexo distorcido de si mesmo: de seu verdadeiro Self.
Fonte: http://blog3.opovo.com.br/yoga/os-dois-eus#more-795

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Um comentário:

alegria de viver disse...

Olá querida
Lindo, uma história para pensar.
Com muito carinho BJS.