8 de janeiro de 2010




APEGO
 

O que significa eu me apegar a algo?
Todos nós vivemos apegados a uma realidade que vivemos no passado ou há um medo de algo que possamos viver no futuro.
Ou estou aprisionada a infância que tive. As crenças, valores e hábitos que meus pais me passaram. Ou ainda. Vivo amedrontada com tudo o que posso viver. Vivo com medo do que possa acontecer comigo ou ainda com as pessoas que amo. Isto faz com que nós não percebamos o presente, pois, estamos aprisionados a um mundo que nós próprios criamos.
Se eu tive um pai muito rígido na infância, muitas vezes, ainda carrego este pai comigo. Na hora de me expressar, ouço a voz dele me censurando, ou ainda, o “projeto” nos homens que conheço. E percebo todos como sendo muito rígidos. Por quê? Por que estou apegada àquela imagem, estou apegada à identidade de uma garota assustada. Que por mais sofrimento que me traga é a que conheço. E a que me faz me reconhecer como um ser.
Somos tão apegados a esta realidade interna que construímos que para mantê-las, nós distorcemos, omitimos ou ainda generalizamos aspectos da realidade, dos outros e de nós mesmos.
Isto faz com que as nossas experiências sejam vividas basicamente da mesma forma. E aí repetimos para nós. Por que isto sempre acontece comigo? Por que as coisas não mudam?
A pergunta correta seria? A que estou tão apegada, que preciso repetir mais e mais vezes a mesma experiência?
Será a uma crença, a uma pessoa do passado, ou ainda a uma ilusão de futuro? Provavelmente, a um pouco de cada uma destas coisas.
Pois tudo isto, em algum momento, foi necessário e me ofereceu um suporte para viver.  Mas agora, talvez eu não precise mais disto.
Talvez eu possa, me desapegar da idéia que tenho a respeito de mim, dos outros e do mundo. Talvez eu possa mergulhar no vazio do “não saber” para que de fato comece a viver.
Assim, talvez eu possa perceber que cada “Por do Sol” é único. Que cada experiência traz em si algo novo pois de fato, nada está como estava a um segundo atrás. Pois a cada momento, eu, assim, como todo o universo estou em profunda transformação. E assim, posso começar a viver na única realidade, que existe. “O aqui e agora”.
Carla Poletti Schmidt – Myonin
Fonte: http://www.monjacoen.com.br/textos-budistas/textos-diversos/251-apego

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4 comentários:

PSICO? LÓGICO! disse...

Parabéns pelo seu blog.
Estarei por aqui agora... E colocarei um link também no meu blog.

Um enorme abraço fraterno.

Alma inquieta disse...

Olá Querida Padma!

Espero que estejas bem!

Desculpa as minhas ausencias!

Infelizmente, agora estou na cama com uma gripe terrível que me impede de me aproximar do meu sogro, mas o lado positivo, é que me sobra tempo para visitar os amigos...!

Assim, no meu portátil, cá estou eu a retribuir os gestos de carinho e a tua amizade.

Não te preocupes porque o blog continua lindo e as mensagens, o mais importante, continuam do melhor e a alimentar o meu espírito!
Obrigada por isso!

Também alimento para a minha alma e elementos de reflexão, encontro no blog que te convido a visitar.

É de um Amigo meu, da Argentina, mas é publicado também em português... e é muito bom!

Confirma tu mesma..., verás que não te arrependes!

http://serpai-acerca-de.blogspot.com/

Deixo-te um beijo enorme e votos de um excelente fim de semana!

Jorge disse...

Padma,

Belo texto.
Somos o resultado de ontem. Mas para mudarmos, necessidade há de vivermos o hoje, com plena consciência pois amanhã seremos o resultado do hoje.

Minha grande amiga, valeu pelo texto tão reflexivo.

Beijo,
Jorge

Carmem L Vilanova disse...

O único que sei é que apego dista enormemente do amor verdadeiro... pois são incompatíveis!
No mais, não sei muito... trato apenas de não vivê-lo, nem vivenciá-lo de forma não sábia...
Vale viver, sem amarras, sem ataduras... com a felicidade de ser livre e deixar livre!
Beijos, flores e muitos sorrisos... sempre!