5 de janeiro de 2010




O DISTANCIAMENTO DA ESSÊNCIA DIVINA

Ao que o próprio Velho Testamento indica, simbolicamente, o homem afastou-se de sua Essência Divina e conheceu o Mal logo no princípio de sua existência. O objetivo principal da vida nada mais é do que a busca desse reencontro. Entretanto, se observamos toda a história da civilização, ela está povoada de acontecimentos maléficos contra o próprio ser humano, contra os animais e contra a natureza. A tecnologia avança até mesmo no sentido de aperfeiçoar as técnicas e ferramentas voltadas para a prática do mal. Em contrapartida, o homem adquire, cada vez mais, problemas, inclusive psíquicos, que lhe trazem conflitos existenciais.
Algumas pessoas tentam fugir, talvez inconscientemente, dessa busca primordial e alheiam-se ao sentido maior da vida, mergulhando nas satisfações materiais, preenchendo suas vidas com trabalho, bens móveis e imóveis. Muitas chegam a viver única e exclusivamente para os prazeres materiais e para as diversões criadas para que tal alheamento se torne cada vez maior. Existe uma força maligna, em forma de energia concentrada ao longo dos tempos, que atua sobre a humanidade, fazendo com que o homem dela se alimente sem o perceber.
A própria história está cheia de simbolismos que nos remetem à separação do Bem e do Mal e do Livre Arbítrio que ao homem foi concedido para que possa escolher seu próprio caminho. Por exemplo, a referência à Lúcifer, como um anjo que se rebelou, é a primeira indicação de que herdamos um plano bipolar, onde Luz e Trevas convivem o tempo todo. Até mesmo para acender uma lâmpada, precisamos dos dois pólos, positivo e negativo. Portanto, essencialmente, temos as duas sementes dentro de nós e a Essência Divina representa a nossa verdadeira Criação a que devemos retornar. Prova da existência dessa polaridade interior nos é revelada no dia-a-dia, quando nos deparamos com crimes hediondos que somente ocorrem pela prevalência do Mal. Mas o Mal também existe em vários níveis de graduação: na ganância, na ambição desenfreada, no abuso do poder, na infidelidade ou deslealdade, na mentira, na maledicência, na fofoca, na crítica ao semelhante etc. O grau de maldade que cada indivíduo tem dentro de si revela o patamar de sua evolução interior, isto é, o quanto já percorreu em direção à sua Essência Divina.
Aqueles que não acreditam que a energia do homem já passou por outras experiências antes dessa existência talvez não consigam entender porque algumas pessoas já nascem com uma alta dosagem de Mal dentro de si e outras com graus bem inferiores. Afirmar apenas que tais dosagens refletem o ambiente em que nasceram e como foram educadas nos leva a outro questionamento: se existe uma Energia superior, a que chamamos de Deus, porque algumas pessoas nascem nas ruas, nas favelas, já destinadas a receber uma influência maléfica e muito sofrimento e outras nascem, digamos, privilegiadas? E entre as privilegiadas do ponto de vista ambiental, porque algumas são rejeitadas, maltratadas e outras amadas?
Eu prefiro acreditar que, de alguma forma, escolhemos viver no local e com as pessoas que podem nos colocar frente a esse Mal para sermos testados quanto ao seu uso. O livre arbítrio não é um movimento puramente racional em que decidimos praticar o Bem ou o Mal e sim um complexo sistema de decisão que envolve valores já embutidos no nascituro e outros adquiridos nessa existência. A maneira como enfrentamos tais dificuldades, provocadas pelos vários graus de maldade interior, nos leva a determinadas escolhas, que podem nos conduzir a uma evolução interior ou nos tornar estanques num determinado patamar durante muitas existências.
Não quero aqui discutir a reencarnação, porque esta pode se dar de diferentes formas, além das interpretadas pelos espíritas. O que é preciso compreender é que tudo que aqui existe é energia e esta nunca acaba, sempre se transforma. E a Consciência, no sentido holístico e não psicológico, faz parte de um tipo de energia diferente da energia desacelerada que constitui a matéria, pela própria definição da Física. É exatamente neste nível que ficam os vários graus de bondade e de maldade e o patamar de evolução interior de cada um.
A Lei de Causa e Efeito, que rege o plano em que vivemos, atua sobre nós o tempo todo. Usufruímos da colheita de nossos frutos durante toda nossa jornada existencial, uma longa estrada que nos conduz à nossa Essência Divina.
Malu M. Arantes
Consultora Holística e Escritora
Fonte: http://www.astrologia-esoterica.com.br/Cura.asp   


Share/Bookmark

Nenhum comentário: