1 de março de 2010



Carma na família

"O vínculo cármico entre pais e filhos reflete-se diretamente no seu processo evolutivo. Se o ser humano fosse mais receptivo às leis espirituais, seguiria a sábia orientação que vem delas e reconheceria que apenas uma mínima parcela da humanidade deve procriar. No entanto, não é isso o que acontece, e considerável número de seres vem ao mundo despreparados, atraídos pelo denso magnetismo dos contatos sexuais entre pessoas que não estão prontas para educar outras e apoiar seu crescimento.
Nos tempos presentes, o processo de encarnação de uma alma apresenta algumas peculiaridades. Cada vez mais esse processo se desorganiza devido à promiscuidade sexual generalizada, ao número crescente de abortos provocados e à grande quantidade de pessoas que procriam sem querer. Nos planos internos da vida deixou de haver o ritual dos nascimentos.
Enquanto até há algum tempo os nascimentos eram organizados levando-se em conta grupos de almas que deviam estar juntas por várias afinidades, hoje esse escalonamento equilibrado já não é possível na maioria dos casos. São tantas as oportunidades de fecundação (incluindo as artificiais), que ficou impraticável manter nos planos internos da existência uma alma pouco evoluída sem interferir no seu livre arbítrio, já que as portas do mundo material lhe são abertas pelo ato promíscuo e ela é naturalmente atraída pela extrema densidade em que se vive nesse mundo.
A procriação em condições contrárias ao progresso espiritual pode, em certos casos, tornar mais lenta a evolução do ser que encarna e também a dos pais por toda uma vida. Nesses casos o nascimento está comprometido desde suas bases, e a energia espiritual encontra obstáculos para vitalizar os corpos que receberão a alma encarnante; nos pais, essa energia interna recolhe-se ainda mais. Daí tanta incompreensão e aridez durante os anos de convívio, tanta miséria e abandono.
Grande número de seres poderia passar por curas enquanto desencarnado, e pesado carma é gerado pelos casais que os trazem prematuramente ao mundo material, despreparados. Tal carma pode repercutir, por exemplo, em esses pais nada mais conseguirem desenvolver de maneira adequada daí por diante.
A propósito de relacionamento no grupo familiar, tenhamos em conta algumas condutas que facilitam o convívio sem reforçar os laços cármicos:
* considerar que um ambiente familiar adverso pode ser propício para saldar débitos cármicos recentes ou até bem antigos;
* ser responsável e cuidadoso com os familiares tanto quanto com as demais criaturas, evitando afetos especiais e apegos aprisionadores que os hábitos e a cultura tradicional estimulam;
* não acirrar conflitos que advenham do fato de os membros da família terem diferentes interesses ou caminhos, o que é comum na desordem dos tempos atuais".
Trigueirinho

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