30 de março de 2010

MÚSICA E ANIMAIS

-->

A história da música pode ser muito, muito antiga. Recentemente, foram encontrados na Eslovênia instrumentos musicais, flautas feitas de ossos perfurados, com a data provável de cinqüenta e dois mil anos atrás.
Mas, se depender de biomusicólogos, a história da música pode retroceder até, pelo menos, há sessenta milhões de anos quando as primeiras baleias apareceram nos oceanos: eles partem do princípio que esses mamíferos (e outros) também criam o que chamamos de música.
O som, há milênios, vem sendo utilizado nos processos terapêuticos. Os iogues já utilizavam-no nos mantras: com os mantras, sons e ultra-sons são vocalizados.
Foi descoberto no Egito, em 1889, um papiro de cerca de quatro mil e quinhentos anos atrás, que revelava a aplicação de um sistema de sons e de músicas, tanto instrumentais quanto vocais, no tratamento de problemas emocionais e de algumas doenças.
Segundo a mitologia grega, era Asclépio, filho de Apolo, quem tratava seus doentes fazendo-os ouvir cânticos considerados mágicos.
Para Platão, a música era o "remédio da alma" e, por sua vez, a alma se condicionava ao corpo, assim como o corpo pela ginástica.
Demócrito afirmava os efeitos curativos do som da flauta doce.
Atualmente, já se sabe que, cientificamente, os sons produzem efeitos benéficos (e maléficos). A utilização de sons com fins terapêuticos é a musicoterapia.
A musicoterapia é a utilização da música ou de seus elementos (melodia, som, ritmo e harmonia), com o objetivo de promover mudanças positivas físicas, mentais, sociais e cognitivas em seres com problemas de saúde ou de comportamento.
A musicoterapia deve ser aplicada por musicoterapeuta qualificado. Qualquer tipo de música pode ser terapêutica.
Os sons também são usados com/nos animais: há experiências demonstrando que determinadas músicas aumentam a produção de leite em vacas leiteiras (o que é condenável), podem acalmar aves, etc.
Pesquisadores da Universidade do Canadá, desenvolveram um estudo sobre os benefícios da musicoterapia para os animais. Segundo eles, cães e gatos submetidos a sessões de música, são mais dóceis e alegres do que os demais. Na Inglaterra, a musicoterapia para animais também não é novidade.
Segundo estudiosos, a música harmônica pode provocar oito efeitos positivos em animais (e humanos):
- anti-neurótico;
- anti-distônico (relaxante;
- anti-estresse;
- sonífero e tranqüilizante;
- regulador psicossomático;
- analgésico e/ou anestésico;
- equilibrador do sistema cárdio-circulatório;
- equilibrador do metabolismo profundo.
A música atinge diversos órgãos e sistemas dos animais: o cérebro, os pulmões, o aparelho digestivo, sangue e sistema circulatório, pele e mucosas, músculos e sistema imunológico.
Na Universidade de Michigan (EUA), médicos pesquisadores descobriram que o som de harpa ocasiona efeito calmante e solos de violino podem eliminar certas dores. O Dr. E. Gall (médico), localizou no cérebro humano (que nada mais é do que um cérebro de mamífero), áreas capazes de gerar bloqueios aos estímulos dolorosos, provenientes das vias nervosas - tudo levando a crer, que com os demais mamíferos também seja assim.
Os estímulos sonoros, segundo sua qualidade, podem produzir efeitos positivos ou negativos. As ondas sonoras são captadas pelo pavilhão auricular e chegam ao conduto auditivo e ao tímpano, cujas vibrações atingem o ouvido médio, onde são convertidas em impulsos nervosos. Esses impulsos chegam ao cérebro através do nervo ótico e ali são interpretados. Segundo a qualidade harmônica do som, são produzidos efeitos positivos ou negativos, benéficos ou não ao sistema psicobioenergético.
As fibras nervosas convertem o som captado em estímulo nervoso. O encadeamento de estímulos produz efeitos no organismo de humanos, animais e plantas. A música calma, harmônica, determina um efeito analgésico ou anestésico. O efeito oposto ocorre com sons estridentes, muito fortes, desarmônicos, que criam hiperestimulação das células nervosas e estresse nos neurônios.
Alguns autores recomendados por sua música, com efeitos benéficos: Mozart (efeito antidepressivo), Beethoven (estimula sentimentos superiores, intensos), Bach (estimula a introspecção, efeito repousante), Vivaldi (efeito relaxante), música barroca, música renascentista, etc. Os sons da Natureza (chuva, vento, mar, rio, etc) também são terapêuticos, pois tendo uma vibração constante, proporcionam bem-estar e relaxamento.
Música terapêutica é considerada um gênero musical, e pode ser encontrada em catálogos de CDs.
Músicas perturbadoras: músicas de ritmo muito marcado, como o samba ou dissonantes como o rock, não são indicadas para os animais. Sons muito altos podem assustá-los. O compositor clássico Wagner, não é aconselhável para animais, pois sua música estressa e hiperestimula.
Portanto, cuidado ao escolher a música que você e seu pet vão ouvir!
Coloque músicas relaxantes (como as de Mozart) adequadas às circunstâncias - isto é, se é hora do animal dormir, etc.
Prefira músicas calmas e harmônicas Não coloque o som muito alto (os animais escutam muito melhor que nós, e para eles pode ser insuportável), evite hard rock e rap. A exposição constante à música caótica e confusa, altera a estrutura do cérebro de humanos e animais.
Já há, em lojas especializadas, CDs com músicas indicadas e orientadas para os bichinhos!
Marta Follain
Fonte: http://www.floraisecia.com.br/detalhe_artigo.php?id_artigo=388

Share/Bookmark

Um comentário:

Selena disse...

Post maravilhoso e enriquecedor!

Realmente, a música toca a alma dos seres!

Ps>: triste o fato de usarem para "acalmar" vacas leiteiras, frangos, porcos que em breve serão degolados! (perdo-me o termo "pesado", mas é nossa (triste) realidade!

Um beijo na sua nobre alma!