30 de março de 2010



Um coração brando

"Na condição de espécie, desenvolvemos nossas mentes num nível extraordinário. Pusemos homens na Lua, somos capazes de nos comunicar instantaneamente com qualquer pessoa em qualquer ponto do globo, realizamos microcirurgias por controle remoto. Toda a tecnologia de que necessitamos cabe na palma da nossa mão. Contudo, somos capazes de atravessar a rua para cumprimentar os novos vizinhos? Ainda existem pessoas solitárias, depressão, isolamento, desesperança, rejeição e abuso, inimizade, fanatismo e cobiça. Os direitos humanos são violados diariamente, a pobreza e o desabrigo são tão comuns que já nem os percebemos. Tendo colocado tanta energia na criação de um mundo material ideal, que torna a vida física muito confortável e luxuosa, ignoramos o fato de que, para a vida tornar-se ideal, também precisamos abraçar uns aos outros, abrir nossos corações e introduzir alguma alegria e compaixão em nossas vidas. Sem isso, nosso prazer terá curta duração e em breve se tornará vazio e sem sentido. "Ficamos tão absortos na busca do desenvolvimento material", observa o líder tibetano Dalai Lama, "que sem perceber negligenciamos as qualidades, extremamente fundamentai, da compaixão, da ternura e da cooperação".
Abrir o coração significa enternecer-se ante a beleza e a maravilha de cada momento. Significa dispor-se a vivenciar os sentimentos, em vez de escondê-los por trás de uma fachada. Significa compartilhar a ternura, a vulnerabilidade e o apreço. A raiva, o ressentimento, a mágoa e o abuso manifestam-se porque você quer proteger sua brandura, quer defender dos outros sua sensibilidade e vulnerabilidade, escondendo-se por trás de um escudo. Mas, se não fosse a presença de um potencial de abertura, não poderia haver abertura. Já existe dentro de você, de cada um de nós, uma suavidade, uma área de ternura, e é só pela presença dela que se registram tanta dor e tanta amargura, tanto fechamento, tanto endurecimento. Para que a compaixão, o perdão e o respeito mútuo entrem na moda, o primeiro passo a ser dado é você se dispor a sentir, a tocar sua sensibilidade, a se abrir para sua brandura, a ser ousado em sua vulnerabilidade e compartilhar o âmago do coração.
Viver com um coração amoroso - ativar uma revolução compassiva - é começar a exploração de todos os aspectos de sua humanidade e descobrir quem é você, em relação a si mesmo e aos outros, para viver em equilíbrio mental num mundo que frequentemente parece ensandecido, crivado de polêmicas. Trata-se de romper os limites que separam as pessoas e causam solidão e isolamento tão profundos. Significa render-se ao amor incondicional, num mundo que é fundamentalmente condicional".
Extraído do livro "Amor incondicional" de Ed e Deb Shapiro
Fonte: http://www.verdeperto.com/blog/terapiasvibracionais/entry/um_coracao_brando 

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Um comentário:

Vida*** disse...

Enternecer-se a cda momento diante do criador.A Natureza e suas maravilhosas paisagens!! Namastê.