22 de abril de 2010




Corpo: ecos e reflexos

Sabemos todos que nos sustentamos sobre 4 pilares: a espiritualidade, o mental, o emocional e o físico. Porém, quando se trata da nossa morada no aqui agora, pouco agimos com coerência.
Nosso corpo físico sofre com nossas decisões. Com nosso desleixo. É ele, quem por último somatiza nossos repetidos fracassos quanto a aprendermos sobre determinado assunto. É ele, que tido como última instância (ou será alternativa?) se sacrifica em prol de um bem maior: a nossa evolução.
Muito já se escreveu, já se estudou a respeito da saúde. Ainda mais agora, com a expectativa de vida extremamente alargada, a temática toma proporções gigantescas. Via outro dia, no Globo Repórter, uma instigante reportagem sobre a longevidade. Uma pergunta feita pelo apresentador ecoou em meu pensar... Você acha que está apto a viver mais? E com qualidade de vida?
Refletindo a cerca do assunto, tristemente constato que a resposta é não.
Se pensarmos em um futuro, onde a aposentadoria se tornou apenas mais uma etapa da vida. Onde ela, muitas das vezes é uma porta para vivermos de fato a nossa história. Que nesta fase estaremos revendo e/ou reafirmando alguns pontos norteadores da nossa existência para prosseguir ou mudar... Fica claro, que em nossa atitude atual, não olhamos com carinho para nosso corpo físico.
Um corpo físico, que tem em si marcas de uma experiência de vida. Um corpo que se expressa silenciosamente. Um corpo que no passar dos anos se comunica através do seu fazer ou deixar de fazer. Um corpo recoberto por caprichos de nossas vaidades. Um corpo corrompido pelo padrão estético de senso comum. Um corpo que capta, que reflete, que somatiza nossos desequilíbrios emocionais, mentais e espirituais através dos chacras.
Somos o reflexo da ação conjunta destes pilares que se completam. Possuímos os ecos da nossa ação refletidos em nós mesmos quando não nos respeitamos. Quando preponderamos um pilar. E quantas vezes priorizamos um aspecto sobre o outro? Primeiro a profissão... Primeiro a família... São inúmeros os exemplos que possuímos em nós mesmos e que mostram o desarticular destas vigas tão fundamentais para vivermos com equilíbrio e harmonia.
Fica a pergunta: daqui a 50 anos... Como você estará?
Do nosso presente sairá nosso futuro. E ele, será abundante e próspero em um sentido. O que estamos fazendo por nós mesmos hoje? Quais serão os ecos e reflexos das nossas decisões a médio e longo prazo? Reflitamos todos, qual o rumo que tomamos na atualidade no que tange a nossa morada, que é o nosso canal para aprendizado no aqui e agora, neste planeta chamado Terra.
Não é porque estamos neste corpo que devemos relegá-lo a um estado de insignificância. Ele tem sua função. Que ela seja desempenhada da melhor forma possível ao longo de nossa encarnação. Que este canal seja longo e saudável para nos proporcionar os aprendizados que necessitamos ter para evoluirmos e seguirmos em frente na nossa missão da nossa alma. Assim seja.
Aline Schulz
Fonte: http://www.luzdaserra.com.br/conectados/alineschulz/

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2 comentários:

Vida*** disse...

Essa imagem do bebê dentro do corpo.È,estonteante !! Nos faz refletir sobre a dimensão da Luz interior que cda um traz dentro de si.A gde responsabilidade em monitorar o Renascer*** desse Ser de luz no mundo terreno.Namastê.

REGINA GOULART SANTOS disse...

Padma, muitas vezes tendemos a esquecer os quatro pilares de nossa existência : Espiritualidade, mental, o emocional e físico, por conta de mil desculpas, e todas injustificáveis, quando o pouco que se possa fazer todos os dias, em prol de si mesmo, já se refletirá em um muito de amanhã.
Mas enquanto aqui estivermos, sempre haverá tempo para reflexões e mudanças para melhor.
E e bem por isso que aqui estamos, para nos tornar pessoas melhores.

Muitos beijos