13 de abril de 2010

NAS LAMÚRIAS DO CORAÇÃO



Como é bom quando, até sem querer, nos lamentamos um pouquinho a respeito de algumas coisas da vida. Parece que, ao esbravejar nossa revolta por causa de algo que não aconteceu como gostaríamos, estamos expelindo o peso e a dor. Ao nos indignarmos com coisas que consideramos injustas nos sentimos como se desabafássemos este sentimento. Enfim, um monte de coisas que a vida nos traz, nos propicia e outras tantas que criamos, e, em meio a tudo isso, ficamos perdidos entre ganhos e perdas. Será a vida um jogo de ganhos e perdas?
Nossa postura diante da vida, por vezes, é assim: a minha dor, o meu lamento, a minha perda, minha situação financeira, meu dilema profissional, meus conflitos, minha família, meus amores, meu futuro, minhas dores, meus pertences, meus, meus, meus... O que tudo isso tem em comum? O Eu! Bendito e Maldito o eu que tanto busca, tanto quer da vida e para si, mas que no fundo briga, dia a dia, para alcançar pequenas coisas que acredita serem sua verdade. Bendito porque ele é legal e tem o direito de desejar e maldito porque o crucificamos quando não acerta sua caminhada. Mas, será esta a nossa verdade? Ops, eu disse nossa verdade? Ato falho?
Mudaria alguma coisa se acrescentássemos no eu o nós?
Por vários motivos nos condicionamos a pensar no eu: o eu que tem que crescer, estudar, trabalhar, ter família e sucessos sociais. Tipo assim: te vira!  Qual é? Não pode ser esta a expectativa do Cosmos ou de Deus em relação a nós! Isso tudo é muito pouquinho para o Grande Ser que somos e podemos nos tornar!
E assim vamos seguindo a vida: equivocados em tudo! Vamos seguindo o que nos disseram e o que os outros disseram a esses que nos disseram... Será que entendemos o espírito da coisa? Então, vamos quebrar essa falsa verdade e nos atirar no nós? Até porque nosso eu anda muito sozinho com suas mazelas, suas frustrações, suas esperanças, enfim: solidão. Chega disso! Chega de sofrer tanto, lutar tanto e achar que temos tão pouco; de olharmos para nosso coração e percebermos tristeza. Vamos dar um basta a esse orgulho que só nos afasta uns dos outros, vamos sair desse estado ensimesmado!
Vamos do ensi, aprisionado no eu, para o nós! Vamos ter prazer juntos, cair juntos e, o principal: caminhar juntos! Pensemos: Eu sou um ser único, sem dúvida, mas sou muito mais ao lado do meu irmão que é outro ser único... Daí somos a totalidade e poderemos chegar muito mais perto daquilo que nossa alma almeja; tem algo a ver, certo?
Quando realmente nos aproximarmos uns dos outros estaremos quebrando nosso muro de lamentações e descobriremos o quanto somos semelhantes e mais: descobriremos o que é amar.
Boas vindas ao Nós!
Domício Martins Brasiliense
Fonte: http://luzdaserra.com.br/enciclopedia/indexNoticeDetalhe.php?notice=973

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4 comentários:

Rejane-Enajer disse...

Fiz relaxamento ouvindo sua seleção musical-muito legal!!
Boa noite!!

jefhcardoso disse...

Olá Padma! Hoje é quarta-feira, uma correria. Não repare em minha visita relâmpago, mas venho lhe convidar para ler o novo capítulo de “O Diário de Bronson (O Chamado)” e deixar o seu comentário.

Retornarei com melhores modos e mais tempo. Tenha uma ótima semana. Abraço do Jefhcardoso!

Carmem L Vilanova disse...

Querida Padma,
Estou passando para deixar os meus habituais flores, beijos e milhares de sorrisos e convidá-la a conhecer meu novo projeto, o Instituto de Mutismo Seletivo, um espaço dedicado a todos os pais, professores, amigos e conhecidos de alguma criança portadora de Mutismo Seletivo e, juntos, poder dar voz aos que sofrem em silêncio...
Contamos com seu apoio e sua divulgação aos amigos, parentes, conhecidos, vizinhos, etc, etc, etc... O site é o http://mutismoseletivo.org/
Beijos, flores e muitos sorrisos... sempre!

Joana disse...

Adorei o texto. Deixou-me mesmo com vontade de deixar a tristeza e o medo para trás e partir em busca do desconhecido. :)

Beijinhos