8 de maio de 2010

GUIA PARA UMA CONSCIÊNCIA SUPERIOR


- Muitos são os caminhos que conduzem ao topo da montanha da consciência.
- É importante que você encontre o seu caminho e permaneça nele, mesmo quando considerá-lo árduo.
- Um dos truques do ego é fazê-lo duvidar do sucesso do seu caminho.
- Tudo dará certo se você assim o quiser.
A Ilusão do “Eu”
Três fatores representam aspectos da evolução da consciência, os quais estão sistematicamente entrelaçados, de modo que um avanço em qualquer um deles significará um passo adiante com os outros dois:
- Eliminar as exigências tendenciosas.
- Tranqüilizar a mente racional.
- Não se identificar com o “eu”, que está sob a guarda  constante do ego.
As exigências tendenciosas sugam a sua energia, compelindo-o a correr atrás das coisas ou a evitá-las, a destruir o seu próprio discernimento e percepção, a afastar a consciência do momento aqui e agora, ocupando-a com o passado e com o futuro, e a desviar a energia de pessoas que, do contrário, poderiam amá-lo e ajudá-lo.
Os Métodos do Amor Vivo concentram-se em mostrar-lhe como fazer rápidos progressos, eliminando as exigências emocionais que o mantêm constantemente na montanha-russa do prazer e da dor. Quando a relação de causa e efeito entre o apego e o sofrimento é percebida, você pode aproveitar esse sofrimento para fazer uma rápida reprogramação. Assim, você tende a trabalhar com um nível mitos alto de energia dinâmica, que pode ser canalizada para acelerar a evolução da consciência. Para muitas pessoas, isso funciona com maior rapidez do que tranqüilizar a mente ou do que abandonar o ego. E uma vez que o aumento de um fator agiliza a realização dos outros dois, a eliminação do apego pode ser a técnica mais rápida para acalmar a sua mente ou para saber quem você realmente é.
Um dos melhores acessos à montanha da consciência envolve a renuncia ao “eu” que tão ativamente protegemos e com quem nos identificamos. E, à medida que deixamos de nos identificar com aquela infinidade de coisas que mantemos dentro das fronteiras do “eu”, concorremos para a tranqüilidade da mente e para o abandono das exigências tendenciosas.
Empenhamo-nos em causar sofrimento a nós mesmos. É um serviço de tempo integral, sem folga, mesmo nas férias! Quando essa atitude básica de assegurar tendenciosamente a felicidade futura começa a ser reprogramada, o “eu” perde o sentido e se funde no que está aqui e agora.
Quando os seus apegos são fortes, sua experiência do “eu” é rígida como um bloco de gelo. Tendo reprogramado todos os seus apegos em preferências, o seu “eu” perde a rigidez e começa a ficar flexível e transparente como a água. Operando-se fundamentalmente sobre as preferências, toda dureza se dissolve e há uma fluidez consciente. Nesse estado, como na água, a sua percepção é infinitamente flexível, acomodando-se ao meio aqui e agora.
Visto ser ele agora tão flexível, e uma vez estando o ego treinado para não despender energia em sua defesa e proteção, essa experiência mais suave não impedirá que você desfrute de uma vida feliz. Os limites pessoais criados pela sua programação preferencial o habilitam a amar a todos incondicionalmente - inclusive a si próprio.
 Analogamente, no nível mais alto da consciência, a experiência do “eu” torna-se vapor transparente que não afeta a percepção nem reprime a sabedoria intuitiva que está dentro de nós. Quando a nossa percepção do “eu” ou de “alguém” desaparece, tornando-nos “ninguém” - o que nos permite ocupar um espaço intuitivo com todos os seres.
E, assim, passo a passo, subimos a montanha da consciência.
Encontramos o caminho que muitos apontam para nós e, então, deixamos que a energia cósmica interior nos impulsione em direção às regiões mais elevadas, onde a serenidade, o amor incondicional e a realização nos aguardam.
Ken Keyes   

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