13 de maio de 2010



Qual o medo que te persegue?

A palavra medo é tão pequena, mas quanto arrepio nos causa quando a ouvimos sendo pronunciada! Tantos são os medos que nos acompanham durante nossa trajetória por esse planeta Terra! 
É comum nos dias de hoje pessoas que sofrem de síndrome do pânico, coisa que há tempos atrás nunca se tinha ouvido falar. Pessoas que passam mal dentro do metrô, dentro de elevadores, não suportam lugares com aglomeração; têm pânico de falar em público. Há pessoas com depressão profunda, cuja única atividade é a de dormir o dia inteiro nos fins de semana, sem vontade sequer de abrir as janelas do quarto. 
A vida nas grandes cidades anda muito conturbada, tantos são os medos que carregamos em nossos ombros todos os dias em que saímos de casa. Medo de perder o emprego, de não ter dinheiro para pagar as contas, de não ir bem na entrevista profissional, de “bombar” na faculdade, de perder o marido (ou vice-versa) ou, então, medo de ser assaltado no farol, do seqüestro relâmpago.
A família nos cobra resultados (o marido cobra, a mulher cobra, os filhos cobram, a sociedade cobra); não temos mais o direito ao erro. Temos que parecer perfeitos. Isso tudo se somatiza e se transforma em medo de não dar certo, de não conseguirmos nosso objetivo, de não superar uma fase que não seja boa.  
A falta de qualidade de vida intensifica nossos medos. Passamos a maior parte do dia em um congestionamento. Almoçamos em fast-foods; em meio a uma ligação e outra fazemos reuniões para decidir outra reunião. Todos nós carregamos uma cruz, umas mais pesadas que outras.
Não podemos negligenciar nossa saúde, pois todos esses medos, anseios, angústias que nos acompanham estão morando e crescendo dentro de nós e um dia virão à tona em forma de hipertensão, alto colesterol, pânicos, problemas cardiovasculares e outros problemas próprios do nosso tempo. 
E quando nos dermos conta disso, não seremos mais os meninos que fomos. Nossos cabelos estarão grisalhos, nossas crianças já serão adultas, nossos netos não terão mais paciência conosco; nossos amigos aos poucos estarão indo embora. Estaremos ficando cada vez mais sozinhos e quando nos dermos conta já não dará mais tempo para enfrentarmos o medo que nos persegue.
Por isso, pare enquanto há tempo! Curta mais a sua vida. Vá a lugares diferentes, dê preferência ao ar livre; pratique esporte; ande com sua mulher/marido. Assuma que você é igual a todo mundo, com tristezas, alegrias, incertezas. Não queira parecer nunca o que você não é, pois a vida vai cobrá-lo mais dia, menos dia.
Nelson Sganzerla    

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2 comentários:

Carmem L Vilanova disse...

Linda amiga!
Tenho dois medos básicos. O primeiro de ter medo, o segundo de que meus filhos sofram. Todo o restante eu enfrento sem problemas, nem medos! :o)
Beijs, flores e muitos sorrisos!

serpai disse...

Olá Patricia!

É verdade, quanta coisa deixamos de fazer com medo de errar ou com medo do desconhecido???

Muito interessante teu texto...

Saludos

Sergio.