21 de agosto de 2010

O QUE É UNIVERSALISMO



O universalismo vivido bate às nossas portas, querendo unir, de modo fraterno, igualitário e pluralista, os povos, as culturas e os costumes, derrubar fronteiras e bandeiras para proporcionar ajuda recíproca, enquanto outros guerreiam para fixar fronteiras ou para defender qualquer doutrina do “eu sou a verdade”, bairrista e separatista.
Se a tecnologia e a informática unem os povos pelo universalismo, também separam com o belicismo da Era da Eletrônica. O universalismo é supratecnológico e suprapartidário; a partir de um processo natural da evolução, traça uma curva de crescimento impossível de se deter. É preciso estar atento às mudanças à nossa volta, aos jornais, revistas, cursos, cinema, teatro, universidades e a outras novidades, para não estagnar com medo de mudança (neofobia), em relação à qual arrisco uma porcentagem: o lema “o pior cego é o que não quer ver e não se enxerga” pode ser aplicado a 90% da humanidade. É surpreendente a iniciativa pioneira, corajosa e histórica de muitas personalidades que só foram ser compreendidas décadas ou séculos depois. Caminharam sozinhas contra o fluxo da sociedade patológica, foram criticadas, marginalizadas, ofendidas e ridicularizadas porque foram mais capazes de enxergar muito além do horizonte, com mais visão de conjunto que seus pares e, por isso, foram incompreendidas em sua época. Depois do amor fraterno incondicional, o universalismo (àquele inerente) é a virtude mais rara deste planeta, mais difícil, polêmica e incompreendida. A maioria esmagadora de pessoas no planeta que se considera universalista assim crê sem sê-lo. Qualquer pessoa que se condicione em apenas uma linha de pensamento não é universalista. Você pode participar de uma linha de pensamento sem se condicionar a ela. Quando você a ela se condiciona, fanatiza-se e vivencia sua plena imaturidade umbilical (as emoções densas e atrasadas são frutos da imaturidade umbilical relativas ao chacra da barriga, pouco acima do umbigo, também chamado de subcérebro abdominal). Devemos ter a compreensão e o respeito pelas diferenças e opções evolutivas de cada um, sem desdenhá-las. Há vários nichos conscienciais, para diversos níveis de consciência, em nosso modesto orbe atrasado, hospital-escola, na beirada da galáxia. A propósito, segundo o Dicionário Aurélio, universalismo é: (1) “Opinião que não aceita outra autoridade senão o consentimento universal”; (2) “Tendência para universalizar uma idéia, obra, sistema, etc.” Ser universalista não significa concordar com as paixões, os fanatismos e as arrogâncias que proliferam como ervas daninhas por aí. Posso respeitar com razoável impecabilidade mental, mas discordar veementemente e de forma fundamentada. Temos a obrigação de esclarecer e destacar alguns níveis e patamares evolutivos, como por exemplo: as pessoas que “acreditam” ou “vivenciam a certeza” da reencarnação e do carma tendem a ser mais lúcidas, maduras e avançadas do que as que não aceitam essa “verdade”. Mas posso e devo respeitar estas últimas, sem desdém, arrogância, orgulho e vaidade. O universalismo possui um pé no chacra coronário e outro no cardíaco, os dois chacras mais “entupidos” (subdesenvolvidos e negligenciados) do planeta. Universalista é o que não necessita mais ser homo sapiens imitatus (é uma alusão aos grupos em que os alunos, fiéis e/ou voluntários imitam seus mestres, pastores, gurus, epicentros conscienciais (epicons), iguais a macacos de imitação) ou homo sapiens institucionalis (alusão à necessidade que as pessoas têm de seguir alguém, algum grupo, instituto, mestre, epicon [epicentro consciencial] etc., devido à sua insegurança evolutiva, falta de conhecimento físico e extrafísico por não beberem de fonte espiritual por si mesmas, por não beberem da fonte extrafísica). Ou seja, aquele que imita mecanicamente sua referência evolutiva, imita sua postura, seu jeito de falar, de escrever e de se comportar (papagaio evolutivo, macaco de imitação); e o segundo, aquele que se limita à única linha de pensamento evolutivo (unidisciplinaridade evolutiva ou uni evolutivo). Universalismo é respeitar as verdades relativas ou absolutas de cada um, sem desejar impor sua visão d O QUE É UNIVERSALISMOe mundo como a melhor. Verdade relativa superior é verdade absoluta. Verdade relativa que é eternamente de ponta é verdade absoluta (dogma). Grande parte dos menos condicionados, verdadeiramente universalistas, são consciências que tiveram vidas no Oriente e hoje estão reencarnados no Ocidente.
Dalton Campos Roque
Fonte: http://www.revistasextosentido.net


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