4 de agosto de 2010

PENSANDO E RESPIRANDO – PARTE 1


Alguns métodos usados para a melhora da respiração são a chave para a melhora da personalidade. Nós mudamos nossa respiração quando hesitamos, quando ficamos interessados, espantados, com medo, dubitativos, fazemos um esforço ou tentamos fazer alguma coisa. Nossa respiração é afetada de modo diferente, desde o segurá-la de todo, até o fazê-la rápida e superficial, (o que parece uma inabilidade “para conseguir ar)”.
A maioria das pessoa não usa a vitalidade crescente que pode ser obtida de uma respiração regular e ampla, feita de acordo com a estrutura física e nervosa do homem; na maior parte dos casos, nem mesmo sabem o que tal respiração significa.
(…) Toda célula viva absorve oxigênio e rejeita-o novamente na forma de dióxido de carbono. Se as células do cérebro humano não receberem oxigênio por mais de dez segundos, o corpo morre ou sofre prejuízos sérios.
Um pulmão saudável é capaz de inalar mais que cinco litros de ar, mas não pode expelir o último litro remanescente, nem mesmo com um esforço consciente. Sob condições médias, quando um indivíduo não está correndo ou fazendo qualquer esforço físico especial, não usa toda a capacidade do aparelho respiratório; a cada vez que inspira e expira, mobiliza cerca de meio litro – apenas. Como tal respiração parcial, é suficiente em estado de descanso, é fácil ver que um pequeno aumento na respiração para talvez um litro de cada vez – melhorará todos os processos de oxidação e metabolismo geral.
O desenvolvimento desejado não pode ser obtido – aumentando a velocidade do processo respiratório, pois respiração rápida não dá tempo bastante para o ar ser aquecido, antes de chegar aos pulmões. A boa maneira de melhorar a respiração é usar o aparelho respiratório, nem que seja parcialmente, porém mais do que no processo mínimo e lento usual.


ESTRUTURA DOS PULMÕES

Há dois pulmões, o direito e o esquerdo. O direito é muito maior que o esquerdo, mais longo e mais amplo; porque o pulmão esquerdo reparte espaço no peito com o coração e uma parte do estômago. A diferença de tamanho entre eles é tão grande que os brônquios têm três ramificações mo lado direito e apenas duas no lado esquerdo.
Sob os pulmões está uma estrutura muscular, algo assim como uma abóbada. É o diafragma, que está unido à terceira e quarta vértebras lombares por dois feixes fibro-musculares (Não há músculos nos pulmões. Os músculos com que respiramos são os músculos superiores do peito, unidos à coluna cervical, os músculos intercostais e o músculo do diafragma).
Os pulmões se parecem mais com um líquido viscoso do que com algo sólido, pois que se expandem em qualquer espaço vazio no qual estejam. Estão revestidos por uma membrana forte, ligada às paredes do peito. Os movimentos do peito fazem com que o pulmão mude de volume, quando o ar é inspirado e expirado.
Moshe Feldenkrais, in
Consciência pelo movimento

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