2 de setembro de 2010

AMOR



Pense em alguém que você goste muito.
Do passado, do presente ou do futuro.
Pode ser um bichinho, um brinquedo,
uma pessoa, uma criança,
uma situação agradável.
Pense e sinta.
Sinta esse amor, agora, aqui, em você.
Conecte-se com o amor que habita você.
Comece a incluir nessa amorosidade todas
as pessoas que estão próximas a você.
Vá expandindo sua capacidade de amar.
Inclua todas as pessoas que você conhece.
Agora inclua as que você não conhece.
Inclua próximas e distantes.
Inclua pessoas que você jamais viu.
Os povos africanos, asiáticos, australianos.
Os povos e tribos de toda a Terra.
Inclua em seu amor todo o planeta, com árvores e insetos. 
Flores e pássaros.  Mares, rios, oceanos.
Inclua a vegetação da Amazônia e da Patagônia.
Inclua o Mar Morto e o Deserto do Saara.
Não deixe o Pequeno Príncipe de fora.
Inclua os Lusíadas, a Odisséia, Kojiki,
Inclua toda a literatura mundial, um pouco de
Machado de Assis, Eça de Queiroz, Shakeaspeare,
um tanto de Saragosa, uma gota de Jorge Amado,
banhado por Herman Hesse e Amon Oz.
Inclua todas as religiões.
Como se não houvesse dentro nem fora.
Imagine, como  John Lennon, que o mundo é um só.
O mundo é uno.  O mundo, o universo, o pluriverso é um só.
Nós somos unas e unos com o uno.
Perceba.
Isto que digo é a verdade.
E só há esse caminho.
Inúmeras analogias, linguagens étnicas,
expressões regionais e temporais para tentar
atingir o atemporal, o fluir incessante, incandescente,
brilhante, da vida em movimento transformador.
Somos a vida da Terra.
Somos a vida do Universo.
Somos a vida do Multiverso.
E quando nossos pequeninos corações humanos
se tornam capazes a ir além deste saquinho de pele
que chamamos o eu, nos contatamos com a essência
da vida. Que é a a nossa própria essência e
de tudo que é, assim como é.
Algum nome?  Nenhum nome?
Caminhemos. Tornamo-nos o caminho a cada passo.
Que cada passo seja um passo de paz.
Que o novo ano se abra com a abertura dos
corações-mentes de todos nós seres humanos.
Abertura para o infinito.
Abertura para a imensidão.
Abertura para a ternura.
Abertura para a sabedoria.
Abertura para a compaixão.
Que todos os seres em todas as esferas e todos
os tempos se beneficiem com esse amor imenso
que aqui e agora juntas, juntos, nos tornamos.
E ao nos tornarmos o amor tudo se torna vida
e vida em abundância. 
Ame e manifeste esse amor agora.
Mãos em prece
Monja Coen


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