26 de setembro de 2010

O CÂNTICO DO ZAZEN



Todos os seres, por natureza, são buddhas,
Assim como o gelo, por natureza, é água;
Fora da água, não há gelo,
Fora dos seres, não há buddhas.

É triste que as pessoas ignorem a verdade tão próxima
E a procurem tão longe;
Como alguém chorando de sede no meio d'água,
Como a criança de um lar rico vagando entre os mendigos.

Perdidos nos caminhos obscuros da ignorância,
Vagamos pelos seis mundos,
De um caminho escuro para outro;
Quando nos libertaremos do nascimento e da morte?

Por isso, a meditação do Mahayana merece o louvor mais elevado.
A generosidade, a ética e todas as outras perfeições,
Assim como a repetição, o arrependimento e o treinamento,
Tudo isso tem sua fonte no Zazen.

O mérito daqueles que praticam a meditação, mesmo que apenas uma vez,
Purifica os incontáveis erros praticados no passado sem início;
Então, onde estão todos os caminhos obscuros?
A própria terra pura não está distante.

Aqueles que ouvirem esta verdade, mesmo que apenas uma vez,
E a ouvirem com um coração de humildade,
Estimando-a, reverenciando-a,
Obterão méritos sem fim.

Ainda mais, aqueles que se dedicam
E realizam a própria natureza —
A própria natureza que é a não-natureza —
Vão muito além dos meros conceitos.

Aqui, causa e efeito são o mesmo, o caminho não é dois nem três;
Com a forma da não-forma, indo e vindo, nunca estamos perdidos.
Com o pensamento do não-pensamento,
Cantos e danças são a voz do Dharma.

Ilimitado e livre é o céu do samadhi, brilhante 
é a lua cheia das quatro sabedorias;
Realmente, o que está perdido agora?
O Nirvana está bem aqui, diante de nossos olhos,
Este próprio lugar é a Terra do Lótus, este próprio corpo é o Buddha.
Fonte: http://www.monjacoen.com.br

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