1 de setembro de 2010

PARE, PENSE E QUEIRA



Colocando as cartas na mesa, o que nos resta nas mãos? As mãos! Independente de qualquer ferramenta que utilizamos no nosso processo evolutivo, sejam elas terapias ou religiões, temos de despertar as maiores de todas as ferramentas: O nosso querer, o nosso Amor. Sem metas e um querer constante, ficamos á deriva envolto das próprias ilusões.
A evolução espiritual é como uma prática de Yoga, como um alongamento, que dia a dia, com disciplina, sem perceber já estamos abraçando as pernas, onde antes nem conseguíamos colocarmos as mãos. As técnicas nestes alongamentos foram muito importantes, mas o querer foi a força crucial para chegar ao objetivo.
Isto todos já sabemos. Mas como despertar este querer constante? Como, diante de tanto caos, saber se meus objetivos são meus verdadeiros objetivos? Estas respostas, ou os caminhos que nos levarão a elas já estão em nossas mãos, já estão no nosso coração, na nossa consciência. Precisamos sim repousar o balde, pois só com o balde parado, a água não mais turva fica límpida e serena, como a nossa consciência. Afinal, não existe nenhum malefício ou beneficio que o homem não tenha atraído para si mesmo. Nós somos os melhores ourives com as melhores ferramentas para a lapidação de nós mesmos.
Não precisamos ser médicos para perceber quantos males a correria da vida moderna nós traz. Vivemos como num campo de batalha, sendo bombardeados pelo excesso de informações, vulcões de cobranças e erupções repentinas de prazos e putz! Era pra ontem! O tempo parece que sumiu. Não arranjamos espaço nem para remediar os problemas de pressão, depressão, no estômago, no coração, a gula. E por aí vai...
E quando enxergarmos o fundo do balde é hora de rever os velhos costumes. Fazer a manutenção do que já conquistamos e colocar na balança o que ainda estamos por conquistar. Dar um basta no que já não serve ao nosso bem mais elevado. O que eu jogo fora deste guarda-roupa? Lembrando que o Amor começa de dentro para fora, não existe amor ao próximo sem amor a si mesmo. E assim, tomemos as rédeas das nossas vidas e coloquemos em prática o nosso querer.
O querer constante não é sair correndo atrás de um objetivo ou gerar um pânico de querer a qualquer custo. O querer constante é como um rio: hora está sereno, hora toma formas de cachoeiras e corredeiras, tem momentos que parece desaparecer, secar, mas ele sempre está fluindo. Desvia das pedras, assenta nas margens. Tranqüilo e intenso com todo o seu volume.
Então, sejamos como um rio. Coloquemos na prática os nossos sonhos, os nossos ideais. Lembrando que além das pedras e das quedas, todo rio desemboca no mar. E você, em que oceano quer o seu rio? Naquele azul que parece não ter fim, resplandecente pela luz do Sol, ou naquele oceano frio e escuro? Afinal, como dizia Fernando Pessoa: O homem é do tamanho do seu sonho... e do seu querer.
Renato Moro Giannico
Fonte: luz da serra

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