4 de outubro de 2010

QUAL É O SIGNIFICADO DA TRISTEZA E COMO LIDAR COM ELA



Na tristeza ficamos tristes.
Quando perdemos alguém.
Quando perdemos.
Quando as coisas não são como queríamos que fossem.
Quando as pessoas não são como queríamos que fossem.
Quando o mundo e a realidade não são o que queríamos que fossem.
Quando não somos o que gostaríamos de ser.
Quando não temos o que gostaríamos de ter.
Porém,
se nos lembrarmos
que as coisas são como são
que as pessoas são como são
que nós, o mundo e a realidade são o que são
e que podemos apreciar o que temos invés de lamentar o que não temos,
começamos a entrar no mundo da não dualidade.
Se houver sabedoria e compaixão perceberemos que a tristeza, mesmo profunda, é passageira.
Perceberemos que se as coisas, as pessoas, o mundo, a realidade e nós mesmos estamos num processo contínuo de transformação
Então poderemos pensar em nos tornarmos essa transformação que queremos no mundo.
Para que haja menos tristeza, mais alegria, mais compartilhamento e harmonia.
O contentamento com a existência é um dos ensinamentos principais de Buda:
"a pessoa que conhece o contentamento é feliz, mesmo dormindo no chão duro; a pessoa que não conhece o contentamento é infeliz mesmo num palácio celestial."
Então, quando sentimos tristeza, observamos a tristeza.
Como está nossa respiração? Como estão os batimentos cardíacos? Como está a nossa postura? Que pensamentos são esses que me fazem deixar os ombros cair para frente, baixar a cabeça e, quem sabe, chorar?
Como se formam as lágrimas?
E, mesmo em meio a lágrimas, podemos sorrir e perceber que enquanto vivas criaturas temos esta experiência extraordinária e bela de poder ficar triste.
Tristeza que vem.
Tristeza que vai.
E sem se apegar a coisa alguma e sem sentir aversão a coisa alguma descobrimos o verdadeiro sentido da vida.
É assim que trabalhamos a tristeza.
Zazen - sentar-se em zen e observar a si mesma.
Postura correta, alongamento da coluna vertebral, abrir o diafragma e respirar profundamente. Inspiração mais curta, expiração mais longa. Saboreando o ar. Ombros alinhados e retos, postura de Buda.
Ensinamentos de sabedoria nos auxiliam a sair da toca, do casulo de separatividade que falsamente criamos e de nos lembrarmos que sempre há pessoas e situações piores do que a nossa, sempre há pessoas e situações melhores do que a nossa e nunca, nunca, perder a dignidade.
Tristeza boa é da saudade de alguém que logo poderemos rever.
Tristeza ruim é aquela que não queremos deixar passar. Aquela na qual nos agarramos, pois nos dá uma identidade, nos torna especiais. Especialmente tristes. Comoventes, Vítimas a serem apiedadas e cuidadas. Ah! Quanta carência.
Abandonar a tristeza é abrir as mãos, o coração, a mente para a emoção seguinte.
É lavar o rosto, olhar para a imensidão do céu, da Terra, do mar e perceber a pequenês da nossa vida.
Sem culpa e sem culpar ninguém.
Sinta a tristeza, reconheça, respire a tristeza e a deixe passar.
Monja Coen
Entrevista à Cida Oliveira 

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5 comentários:

ELIANA-Coisas Boas da Vida disse...

APARTIR DESTE TEXTO Ñ VOU MAIS CULTIVAR A TRISTEZA!
OBRIGADO PELO POR ISSO!
BEIJO

MisteriosaMente A.A.A. disse...

adorei o texto...

e não podemos esquecer que a tristeza pode ser responsável por graves doenças, como por exemplo o cancêr...

Vamos reflectir e sorrir para a vida, para que ela nos olhe e sorria em dobro...


Muita luz e paz para todos.

A.A.A.

Wanderley Elian Lima disse...

Nem sempre é tão fácil assim, mas vale à pena taetar.
Abração

End Fernandes disse...

eu fico triste quando as pessoas assumem essa caracteristica que voce sitou de ser docemente triste, isso eh muito foda, é como um automartirio, é como se sofrer fosse nobre.

bjuuus

=]

Multiolhares disse...

A tristeza bate muitas vezes, mas temos de a deixar ir aceitar tudo o que nos é dado o que é bom e o menos bom, por isso se tivermos de chorar choramos, se tivermos de ficar triste ficamos, é como um tempo de luto pois depois devemos deixar partir o que há a partir
Bj