30 de outubro de 2010

SENTIMENTO



Vós já prestateis atenção aos conflitos, às guerras, à vossa confusão interior e tendes a intenção de resolver definitivamente tais conflitos e confusões. Por esse motivo, mesmo que nada vos dissesse, já percebeis que esse estado de coisas não se deve a raciocínios e pensamentos que existem em demasia. Já estais de posse do segredo fica no mundo dos sentimentos. O que falta é amor, no sentido de sentimento de que fazemos parte de uma mesma energia universal, estamos integrados, e irmanados e não isolados. Ainda mais, no sentido de sacrifício desinteressado, no sentido de fazer o bem sem esperar recompensa, no sentido de superação do egoísmo.
Isto é o evidente, o óbvio. E, no entanto, direis que é impossível praticá-lo. Achais mais leve suportar o conflito? Ou achais que esse amor deve partir dos outros e não de vós? Vós sois a parte mais importante do Vosso Universo. Vossos sentimentos se refletem nos outros e voltam para vós. Se não iluminais, como quereis receber o reflexo? É regra desta vida que aquilo que fazeis aos outros vos retorne em dobro.
Sentir, portanto, é um dos segredos de todas as religiões e místicas. A chave dos sentimentos também é, igual às demais, sentir sem esforço, sentir naturalmente, sentir como se fôsseis, e realmente sois, integrados na vida universal, no próximo, e até no que considerais vosso inimigo.
Se não sentis amor pelo próximo, sem a experiência deste sentimento, jamais haveis de sentir se o próximo tem amor por vós. Muitas vezes são os sentimentos dos outros para convosco melhores do que os vossos e, vossa experiência sendo falha, os interpretais mal. Jamais encontrareis o caminho dos segredos se não souberdes sentir.
Já tendes a vigilância para evitar este erro. Tendes a intenção de colaborar na solução de conflitos e já sabeis que a ação é o amor.
Porém, como manifestá-lo?
Sabeis que o grande segredo é, em todas as chaves a ausência de esforço. Aqui se trata em primeiro lugar de praticar o desapego. À medida que vigiais vossos atos, desejos, egoísmos, ireis libertando-vos das coisas que vos possuem enquanto pensais que as possuís e no entanto fazem falta ao vosso próximo. O desapego será a melhor e primeira manifestação do sentimento de amor ao próximo.
Tal chave é a libertadora da grande revolução interior e que vai mudar o mundo. Esta pode libertar-vos do peso das posses e das riquezas, tornando-vos leves e felizes.
Não vos apresseis a julgar ou raciocinar. Deixai que a vossa consciência vá vigiando e compreendendo. Permiti que vossos sentimentos se manifestem. Não fazei vossos sentimentos caminhar para a infância. A criança é o melhor e mais completo exemplo de atenção sem esforço, intenção sincera e sentimento puro. E suas reações também. Foram os condicionamentos, os egoísmos e ambições que encobriram vosso verdadeiro “Eu”.
Mário Sanchez (H’Sui Ramacheng) in,
A mensagem eterna dos mestres

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