1 de novembro de 2010

CRÍTICA



Algumas pessoas são muito críticas com os outros, sempre encontrando defeitos, enquanto outros são consigo mesmos. (...)
As pessoas críticas com os outros geralmente estão bastante desconectadas de seus sentimentos e carregam muita frustração, insegurança e vulnerabilidade em si mesmas. Ao invés de procurarem melhorar, atacam os outros com suas críticas mordazes e seu senso de “perfeccionismo”, com sua pose de donos-da-verdade. Estão presos nos conceitos de individualidade e separatividade, o que é um sinal evidente de fraqueza espiritual. São propensas a doenças virais e bacterianas e sintomas alérgicos, geralmente nos órgãos sensoriais. Muitas vezes apresentam rigidez no peito, braços e mandíbulas. A tensão no peito se refere ao egoísmo. O endurecimento mandibular alerta sobre o mau uso da palavra e o enrijecimento nos braços fala simbolicamente da falta de solidariedade. Também na fisionomia irônica e na assimetria facial revela-se a separatividade.
A cura da tendência crítica é a espiritualização, ou seja, a consciência dos diversos graus evolutivos em que cada um de nós se encontra. Muitas vezes necessitamos vir pobres ou ricos, brancos ou negros, bonitos ou feios, inteligentes ou deficientes, para melhor aprendermos uma determinada lição em nossa jornada evolutiva espiritual. A crítica é um atributo do ego e o ego é o arquiinimigo do espírito.
Nunca veremos uma grande pessoa, um espírito realmente evoluído, encarnado ou desencarnado, criticar alguém ou alguma coisa. Muito pelo contrário, em qualquer aspecto aparentemente negativo, o espírito superior encontra vários outros positivos e em tudo e em todos, o ser evoluído observa o reflexo da criação e sabe que existe um eterno evoluir e que mesmo as ações mais negativas irão servir para ajudar a evolução espiritual de quem as pratica.
Como criticarmos alguém ou alguma coisa se não lembramos de quem já fomos e o que fizemos em “vidas” passadas? O poder do pensamento e da palavra é imenso e deve ser usado para ajudar nossos irmãos de jornada a encontrar seu caminho e reconciliar-se com sua verdadeira essência. A crítica, como qualquer outra manifestação de agressividade, apenas serve para gerar mais negatividade, enquanto o bom conselho e a doçura conseguem muito melhores resultados. Isso serve também para quem critica a si mesmo.
A pessoa crítica deve aprender a enxergar sua realidade de um modo diferente, mais amoroso e gentil. Numa prescrição de florais que vise corrigir essa maneira equivocada de ser, muitas vezes devemos associar essências para rigidez, para quem só enxerga as coisas sob um ponto de vista, para a mudança, para frustração e traumas, etc.
Recomendações de florais:
Bach – beech: crítica, atitude de julgamento, intolerância com os defeitos alheios, expectativa perfeccionista em relação a si e aos demais. Irritadiço, mal-humorado, tenso, rígido, reformador. Condena os outros ao invés de curar sua insegurança interna e sua vulnerabilidade. Maneira dura e acusatória. Hipersensível ao ambiente. Ministro da estética, esnobe, antipático. A essência oferece o carinho da alma, o amor e a aceitação incondicional.
Minas – mirabilis: pessoa intolerante e crítica com os outros, julga a a cada palavra, sentimento ou ato, irrita-se com detalhes, sempre apontando as falhas dos demais. Sistemático, rígido, irônico, egoísta, antipático. Critica amaneira de se vestir, o modo de falar, de andar, as maneiras, os gestos, o procedimento moral, etc. Tendem a ser orgulhosos e racistas.
Mauro Kwitko, in
Terapia com florais – a medicina dos pensamentos e dos sentimentos

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Um comentário:

Siala disse...

Palavras sábias...mas os florais de nada ajudarão caso as pessoas que assim actuam não tenham consciência e não queiram modificar-se...e quem somos nós para interferir nas suas próprias aprendizagens? Complicado, minha amiga...
Namasté!