12 de novembro de 2010

OS TUMORES CANCEROSOS



São proliferações celulares anárquicas que aparecem e se desenvolvem numa determinada parte do organismo. Se forem despistadas a tempo, a doença pode ser contida no seu ponto de partida, se não, há metástase. O organismo vai sendo progressivamente invadido pelas células cancerosas que viajam pelo sistema sangüíneo e a colonização das diferentes partes do corpo se faz sempre através de uma espécie de rombo no meio celular ambiente.
Dada a gravidade dessa doença, gostaria de relembrar as características principais do seu processo:
  Desordem subterrânea, inconsciente e indolor no início.
  Desenvolvimento anárquico através da perda das referências celulares.
  Contaminação do organismo pelo circuito sangüíneo ou linfático.
  Invasão do organismo através de colonização.
  Colonização através de um arrombamento das áreas atingidas.
  Conclusão mortal pela autodestruição, se nós não interviermos.
Temos a seguir a descrição de todo o processo psicológico que precede e prepara o terreno para a doença. Um dia, o indivíduo sofre um traumatismo (ou uma acumulação) emocional ou afetivo importante e o armazena no fundo de si mesmo. Por várias razões:  força, vontade, educação, crença ou fuga, ele não se permite realmente expressar ou não reconhece o seu sofrimento e, muito em particular, a perda de referências, a destruição profunda da crença ou da ilusão que ela  representa. O traumatismo é sentido com uma intrusão, um rombo nas estruturas interiores; e a sua onda de choque vai colonizar, pouco a pouco, toda a construção psicológica da pessoa. O crescimento interior do indivíduo vai então perdendo, pouco a pouco, todas as suas referências e se tomando "suicida" para a estrutura do ser (ao inverso do processo "alérgico", que faz
com que o indivíduo raramente, para não dizer jamais, seja canceroso).
Todo esse processo vai vencer, contaminando a capacidade quanto à alegria de viver e às emoções (sistema circulatório), que vão pouco a pouco sendo impregnadas pela memória do traumatismo e vão progressivamente dando lugar a sentimentos ou emoções que vão, por si só, "minando o terreno". Isso é inconsciente, subterrâneo e
indolor até o dia em que tudo "explode" e se declara à luz do dia. Logo, o câncer é a destruição da nossa programação  interior de equilíbrio e se exprime, particularmente, através da primeira zona atingida.
Muitas vezes, ele traduz remorsos, feridas, que não podemos ou não queremos cicatrizar e que estão freqüentemente associados a um sentimento de culpa. Trata-se de uma autopunição que se faz definitiva, de constatação inconsciente de fracasso diante da sua vida ou das suas escolhas de vida. O que deixei de alcançar, por que estou me punindo, do que estou me reprovando tão profundamente?
De qualquer maneira, estamos aí diante do último grito lançado pelo Mestre Interior, pois todos os outros falharam ou foram sufocados.
Michel Odoul, in
Diga-me onde dói e eu te direi porquê  

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