1 de dezembro de 2010

ESPALHANDO LUZ PELO CAMINHO



I
Não tagareles sobre o Vazio
Ignorando o que ele significa;
Pois quantos chegam a ele
Perdem-se facilmente.
Queres saber realmente
A verdade sobre o Vazio?
É uma vasta e indivisa
Expansão de névoa brilhante

II
A natureza das formas inumeráveis
É o vácuo, não o nada.
Enquanto o nada contém
As obras da criação,
No Vazio um grão sequer
De pó acha onde se alojar.
Não há senão dourada luz
Onde se vê a pérola mágica

III
Um estudante do Caminho
Busca a verdade da vida e da morte;
Do contrário, em vão desejará
Conquistar a imortalidade.
Mas aquele que conhece a fonte da vida
Sabe também discernir o significado da morte
Tornando-se livre
Para viver espontaneamente.

IV
Do começo ao fim não há
Morrer ou nascer;
De uma fagulha de pensamento, miríades
De falsas distinções vêm à mente.
Mas quando se sabe onde esses pensamentos
brotam e desaparecem,
Uma lua radiante brilha
No tempo do espírito.

V
Diante de ti está a verdade
De que nada há a procurar.
Por si mesmos os montes são verdes;
Por si mesmos fluem as águas.
Deixa que a mente, dia e noite,
Se ocupe deste pensamento único:
Pelo pensamento sem pensamento
Deve-se cultivar o Caminho.
Wang Ching-yang
Poeta taoísta 

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