8 de março de 2011

SÍNDROME DO PÂNICO



Muitas pessoas têm apresentado sintomas diversos, geralmente associados ao medo, pensando ter a chamada síndrome de pânico. Às vezes, se deixam intoxicar por medicamentos
antidepressivos e ansiolíticos, inócuos para os sintomas, por desconhecimento e auto-sugestão, sem ter noção precisa de seu problema.
A síndrome de pânico é diagnosticada pelos sintomas abaixo descritos. O diagnóstico preciso se dá quando pelos menos metade dos sintomas abaixo é detectada, sendo que isoladamente
nenhum deles se torna suficiente para caracterizá-la.
1. Medo sem causa aparente;
2. Taquicardias inesperadas;
3. Tonturas;
4. Sensação de abandono e rejeição;
5. Receio da solidão;
6. Impossibilidade de sair à rua sozinho;
7. Suor nas extremidades;
8. Delírios persecutórios;
9. Desconfiança de tudo e de todos;
10. Depressão;
11. Ansiedade;
12. Insegurança;
13. Pensamentos mórbidos;
14. Angústia;
15. Sono intranqüilo;
16. Insônia;
17. Idéias autodestrutivas;
18. Complexo consciente de inferioridade;
19. Inapetência;
20. Obsessão espiritual.
Em todos os casos de síndrome de pânico por mim tratados observei a ocorrência de sintomas de mediunidade, principalmente pela influência de espíritos desencarnados no campo
psíquico da pessoa. Deve-se resolver o problema por partes, não sendo recomendável tratamento de choque para a cura da síndrome de pânico. O portador dos sintomas deve buscar auxílio psicológico e espiritual, simultaneamente. Às vezes, quando se busca apenas
um deles o problema costuma retornar. Cada um dos sintomas requer estratégias específicas, porém todas elas passam pela necessidade de, sistematicamente, ir-se encarando a dificuldade, avançando passo a passo no enfrentamento do problema. Recomendo sempre aos meus pacientes que, por apresentarem alguns dos sintomas, acreditam ter a síndrome, que encarem seus problemas como se estivessem diante do desafio de fazer uma caminhada longa. Para isso, devem aprender a dar o primeiro passo. O segundo será sempre mais fácil. A ajuda para o primeiro pode tornar-se imprescindível, não obstante o perigo de tornar a pessoa dependente, fato comum nos que pensam ter a síndrome.
Os fatores que desencadeiam o pânico variam de acordo com cada sintoma. A maioria deles está associada à falta de segurança em si mesma e à carência afetiva. A dificuldade em aceitar suas próprias deficiências e em reconhecer as limitações inerentes ao nível de evolução em que a pessoa se encontra, também são fatores que desencadeiam as sensações do pânico. O
fato da pessoa não considerar  que suas limitações e dificuldade em resolver seus conflitos são, por si só, um motivo para continuar vivendo, dificulta a saída do processo em que, por falta de estímulos, se envolve. Vive num mundo egóico,  esquecendo-se  do Self.
Adenauer de Novaes, in
Psicologia e espiritualidade

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