2 de abril de 2011

ÊXTASE CHAVE DA DIMENSÃO ESPIRITUAL



As crianças pequenas estão sempre contemplando o espaço, ou os olhos das pessoas a quem amam, ou suas almas companheiras, ou Deus. Por esse motivo os bebês são tão maravilhosos! Todos nós, num momento anterior, já ouvimos dizer que os olhos são as janelas da alma, e a alma está muito evidente nas crianças. A criança, ao nascer, é uma ponte aberta para o inconsciente, uma ligação com o não-manisfestado, na direção da alma multidimensional expandida. Quando entramos em contato com a criança interior em nós, começamos a estabelecer aquela ligação, e a passar por aquela ponte. Talvez ela tenha se fechado quando tínhamos apenas dois ou três anos de idade, ou quem sabe, ela tenha se fechado um pouco mais tarde, lá pelos sete anos. Ela não está morta; está apenas separada de você, desligada. Está presa, tal como uma borboleta no casulo e, seguindo as palavras dos grandes mestres, podemos dizer: “Seja criança e conhecerá a Deus”. Ao acessarmos a criança, nos aprofundamos no repertório emocional. Pedimos que a pessoa libere a imagem da criança interior, para que possamos acessar aquela ponte de expansão que nos conduz à alegrias simples. A criança é altamente criadora e jamais desperdiça uma experiência. Acionar essas oitavas é muito importante, porém, ligá-las é ainda mais importante. De nada adiantará ir para o espaço, ou usar uma droga que faça sentir que está no espaço, pois este procedimento apenas abrirá buracos em seu campo áurico. Não existe acesso externo para o seu eu interior. Existe apenas o seu eu interior, empurrando, cutucando e esperando – sempre esperando que você dê uma girada no holograma do seu ser e focalize sua atenção para poder participar esses conhecimentos, essas dimensões que irão fazê-los lembrar-se de Deus. A criança é a ponte-tempo que permite ao corpo emocional fazer contato com o Eu Superior, entrar em contato com a Alma. Ao focalizarmos a criança dentro de nós, temos condições de expandir o repertório do corpo emocional, permitindo à criança ultrapassar as experiências do medo, da ansiedade, do desequilíbrio e chegar a um estado de equilíbrio. Começamos a aprender a técnica; começamos a  aprender o caminho, a aprender que podemos, a qualquer momento, nos equilibrar interiormente. E, assim estabelecemos a ligação com o nosso Eu Superior Divino.
Quando falamos da criança, estamos falando da ponte viva que representa o ser mais sábio com quem podemos estabelecer contato neste plano. As experiências do corpo emocional são palpáveis e ainda se irradiam de nós. Ao estabelecermos contato com essas entidades, teremos condições de alterar o plano original da experiência do corpo emocional mais profundamente, chegando ao nível mais alto de amor do nosso eu cósmico. E a criança nos lembra de que Deus ri. O corpo emocional estabelece contato primeiro com a criança. Ao trabalharmos com ela, que é palpável, que está próxima de nós, que é facilmente reconhecível, e que não está fora do nosso padrão de referências teremos condições de nos preparar para entrar no próximo veículo, na oitava de expansão que está contatando o nosso Eu Superior. A criança é um personagem muito importante para nós e sempre aciona um nível de libertação emocional, porque todas as imagens e experiências que podemos lembrar-nos de nossa infância estão contidas na entidade que denominamos como a “criança interior”.
Através de sua pureza, podemos restabelecer os nossos laços com os estados estáticos naturais: o enlevo e o encantamento. Ao nos fundirmos com a criança, sob a forma de uma entidade de sabedoria, que compreende o porquê de estarmos aqui, que compreende aquilo de que necessitamos para o equilíbrio, a experiência é muito emocional. Essa experiência nos permitirá desviar a atenção do nosso ego, ou da nossa consciência externa, para um ponto interior de contato com as oitavas naturais da alegria e do encantamento. A criança é por natureza um ser do encantamento, um ser que experimenta a leveza e que não retém a dor. A freqüência da criança é alta demais para segurar as emoções densas e escuras, até mesmo quando o mundo externo se choca contra as crianças com marcas adultas que ela registra como ansiedade, medo e raiva. O estado natural é de deixar sair sempre, porque a criança vive no padrão cerebral do holograma. A criança não tem a marca esquerda do cérebro fixada. Mesmo se um momento de medo ou de ansiedade for experimentado, o próximo momento da criança se dirigirá para um ponto, para um lugar de encantamento. A criança interior pode nos oferecer esse dom, esse presente: a experiência do encantamento, que sempre eleva a oitava do corpo emocional. Quando experimentamos o encantamento nos esquecemos do medo, e conseqüentemente, podemos chegar até o nosso Eu Divino, o que nos liberta do julgamento. Isso ocorre a nível energético. Podemos senti-lo, apalpá-lo e reconhecê-lo. Começamos, então, a tecer o holograma do nosso  eu multidimensional. A partir dessa oitava, poderemos então continuar na introdução desses níveis superiores de emoções que não existem ainda na terra; nos estados estáticos que ainda não fazem parte do nosso padrão de referência. E, portanto, a criança interior representa uma ligação profunda e extremamente importante em nosso processo evolutivo. Um dos  modos  de começar a entender e atingir essa meta é entrar em contato com a criança interior, o que é fácil e simples de fazer:
Volte a atenção para dentro e crie um espaço calmo e seguro onde não será perturbado por ruídos indesejáveis nem por pessoas de mente negativa. Afrouxe a roupa e coloque-se em posição confortável. Entre em meditação simples e peça ao eu interior que se lembre de um tempo na infância em que você se sentia livre, cheio de alegria e aberto, e quando a sua imaginação fluía desimpedida. Talvez uma época em que você sentisse a presença de outros seres ou alguma comunhão com animais; talvez um momento em que estivesse brincando fora de casa ou fazendo alguém se sentir bem ou feliz. Procure em você os momentos de fusão, sucesso, paz e uma união com o divino. Recrie as experiências e os sentimentos que o acompanhavam. Você descobrirá que pode recriar a criança, os sentimentos de alegria, sinceridade e liberdade. Depois concentre sua atenção nas esperanças, intenções, ideais e talentos que tinha quando era criança, nos momentos de camaradagem, e os doces momentos em que perdia a sensação de separação e sentia-se fundido com um lugar ou outro ser.
Todos esses espaços estão em você, que tem acesso a eles a qualquer momento. Pode unir esses sentimentos às suas atividades atuais e usá-los como uma luz, um farol para dirigi-lo para novas atividades e afastá-lo das que não contribuem para a sua meta nesta vida. È importante continuar procurando os talentos com que você nasceu de modo a realmente poder viver de acordo com eles.
Chris Griscom
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