13 de agosto de 2011

A MENTE APENAS REFLETE


   Hundertwasser

Ao observarmos o mundo à nossa volta, nossa mente tem muitas semelhanças com o lago que reflete o céu. Serena e tranqüila, ela reflete as imagens do mundo com clareza e nitidez. Agitada e inquieta, porém, a mente pode distorcer bastante as imagens, ao ponto de nem conseguirmos ter consciência sobre o que está acontecendo à nossa volta. Tomar decisões e agir neste estado é como caminhar à noite em terreno acidentado: é grande o risco de cairmos em um buraco. E assim como acontece com o lago, quanto maior for a abertura da nossa mente, maior será a abrangência da sua observação. A mente estreita, com pouca abertura, mesmo que seja profunda, interage pouco com o mundo ao seu redor. Interessante lembrarmos que a abertura do lago é definida pelas suas margens. As margens da mente são os seus limites, suas fronteiras, suas “demarcações”. E como expandir as fronteiras da mente?… A água da superfície do lago também evapora, tornando-se nuvem. Nesta hora, ela não mais reflete o céu: transcendendo suas próprias fronteiras e limitações, a água transforma-se em parte dele, tornando-se, então, una com o próprio céu! A Realização!
Chuang Tzu

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