6 de março de 2012

O PODER DA BONDADE



Nos tempos antigos, houve um rei poderoso que partiu do país à frente de um grande exército para se ilustrar em conquistas. Incendiou as cidades e as aldeias e reduziu os habitantes à escravidão. Depois, mandou gravar no bronze seus feitos de armas e conquistas. Enfim, mandou erigir um mausoléu gigantesco, e deu ordem que embalsamassem o seu corpo com perfumes preciosos para vencer a própria morte.
Mas o nome desse rei nos é desconhecido. Nossa face não se ilumina, nosso coração não bate mais depressa, quando dele ouvimos falar, e dia virá em que a chuva e as intempéries terão destruído até a última pedra do seu túmulo, e as tempestades de areia terão sepultado os seus vestígios como se jamais tivessem existido...
Há muito tempo, viveu também outro rei. Não tinha soldados, pois não derramava sangue nem incendiava casas, não imprimiu seu nome na rocha, mas gravou-o no coração dos homens. Estendia as mãos aos pecadores para erguê-los, depunha docemente o dedo sobre a fronte ou os olhos dos doentes para curá-los, iluminava a angústia dos pobres com o clarão da sua misericórdia. Prodigalizava a mais profunda compaixão àqueles que mais impiedosamente o perseguiam, e empenhava-se com ardor em livrá-los da maldade e do erro, por seus conselhos e exemplos. Perseverou até a cruz na paciência e no perdão.
Não construiu nenhum mausoléu como os reis da antigüidade, e, contudo vê-se em todas as grandes cidades, como nas mais humildes aldeias, erguer-se para o céu a morada consagrada aos seus serviços, e até ainda mais alta que as habitações humanas, não longe nas neves eternas, e ressoam sinos de campanários em lembrança da obra-prima de seu amor.
Vejam o poder da bondade é mais duradouro que o poder das armas. Ilumina aos que se perdem como faz a luz da casa paterna, na escuridão da floresta.
Não temam nunca que a bondade e a caridade sejam prodigalizadas em vão, mas esforcem-se por que obra inteira de sua vida seja a bondade absoluta! Uma palavra suave, um ato de amor, eis o que é imortal, eis o que triunfa da ira e do desprezo e tributa glórias a Deus nosso Pai, eis o que será celebrado em silêncio e para sempre, em todos os séculos, no coração dos pobres e dos abandonados.
Friedrich Wilhelm Foerster
Fonte: http://lucio-vergel.blogspot.com


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2 comentários:

Mari disse...

Querida amiga Patrícia, lindo texto...o amor e a bondade sempre prevalescem, por isso, sempre vale a pena ser bom.

Tenha uma semana de muita luz!♥

ॐ Patrícia Melo disse...

Façamos nossa pequena parte todos os dias, lembrando de fazer o bem também a nós mesmos.

Beijos, namaste!