15 de julho de 2012

O QUE É A MORTE?




AMIT GOSWAMI - Renomado físico quântico indiano, doutorado em física nuclear; pesquisador do Institute of Noetic Sciences e professor titular de física teórica da Universidade de Oregon, em entrevista a Heródoto Barbeiro. Trecho da entrevista:

Heródoto Barbeiro: A minha primeira pergunta, professor Amit, é: o que é a morte?

Amit Goswami: O que é a morte? A morte é quando a consciência pára de causar o colapso das possibilidades quânticas em eventos reais da experiência. Essa é a definição técnica da morte. Então, isso é interessante, pois na física quântica todos os objetos são possibilidades. Na verdade, momento após momento, incluindo nosso corpo e nosso cérebro, momento após momento nós causamos o colapso dessas possibilidades em eventos reais que experimentamos com o nosso corpo e o nosso cérebro. Quando perdemos essa capacidade de converter as possibilidades em eventos reais, nós morremos. Mas perceba o que está acontecendo: as possibilidades permanecem. É claro que algumas dessas possibilidades são possibilidades materiais. Essas possibilidades vão se desintegrar, no sentido do desaparecimento gradativo da estrutura, do desaparecimento gradativo da memória. Os corpos se desintegram. Mas, além do material, temos também componentes sutis, como a nossa mente, como o vital, como os nossos arquétipos supramentais, que vão além da mente e do vital, que também definem o nosso ser.
Esses corpos são sutis. Eles não têm estrutura nenhuma. Eles podem continuar para além da nossa morte. Esse é o conceito da sobrevivência após a morte.

A REENCARNAÇÃO É CIENTÍFICA (trecho da entrevista):

Pergunta: Assim, em sua abalizada opinião, a reencarnação é científica?

Amit Goswami: A resposta é um retumbante sim. Pense. Os dados sobre reencarnação dão-nos evidencia definitiva de que a mente não é o cérebro, pois ela sobrevive à morte do corpo físico. Além disso, o propósito da ciência é levar as realizações, experiências e sabedoria das pessoas ao cenário publico, por meio de teorias e experimentos em desenvolvimento, dos quais todos podem participar e todos julgam úteis. Creio que o modelo que estudamos aqui cumpre esse propósito.

O PODER DA UNIDADE:

A humanidade tem de acordar, escutar, ouvir, ver esse universo autoconsciente. Existem duas fortes tendências: uma nos leva a estados de ser cada vez mais condicionados, a outra nos leva para um lado mais criativo.
Nesta idade tão materialista, o condicionamento que nós recebemos é muito intenso.
Quanto mais condicionados ficamos, mais distantes estaremos da realidade quântica. Daí a criatividade e o amor serem muito importantes, pois são forças unificadoras que nos levam de volta à unidade.
Até que a gente sinta a força e o poder da unidade, dizer que o universo autoconsciente é pura falação. Assim, só se consegue usar essa ideia para ganhar dinheiro, sem resultar em nenhuma transformação de ninguém.
Ao perceber que a realidade é uma coisa só, aí sim conseguiremos nos transformar. E a nossa vida se tornará feliz, criativa, amorosa. Com a nossa transformação individual começará a haver uma transformação coletiva, mundial. 
Fonte: http://lucio-vergel.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-06-12T04:01:00-07:00&max-results=7&start=11&by-date=false



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