4 de outubro de 2014

RESPIRE E RELAXE


 Como você respira?

1. Conte as suas respirações por um minuto, sem alterar o modo como habitualmente respira. Quantas foram? A maioria das pessoas respira mais ou menos de onze a trinta vezes por minuto. Quando seu corpo respira de maneira plenamente relaxada, o número costuma situar-se entre quatro a dez respirações por minuto. Todavia, se o seu ritmo não é tão lento, não se alarme. Você apenas descobriu que seus hábitos respiratórios estão, com muita probabilidade, contribuindo para a sua dor. Munido desse novo conhecimento, você poderá desenvolver hábitos respiratórios que reduzirão a dor e o farão sentir-se melhor.

2. Repare se respira pelo peito ou pela barriga. Se você for um “respirador de peito”, o seu peito se moverá mais do que a barriga durante a inspiração. Depois que você aprender a respirar profunda e livremente, o seu peito só se moverá um pouco e sua barriga se projetará mais durante a inspiração, recuando na expiração.

3. Você costuma reter o fôlego? Muitas pessoas retêm a respiração com freqüência e sem ter consciência disso, não apenas em situações de grande stress, mas durante as atividades mais simples.

4. A sua respiração é ruidosa? A respiração diafragmática não é ruidosa. Quanto mais profunda e livre for a sua respiração, mais silenciosa será. A respiração tende a tornar-se mais silenciosa à medida que passa a exigir menos esforço. A facilidade da respiração é um indício claro de que você está respirando bem.

Princípios para desenvolver a Respiração Diafragmática:

1. Observe e aceite. Comece a observar a sua respiração, sem julgamentos. Não tente alterá-la. Apenas observe o que de fato está acontecendo em seu corpo e, em especial, em sua respiração. Se fizer isso, a respiração se modifica por si mesma. A sua respiração irá gradualmente melhorando, tornando-se mais profunda, livre e fácil; basta que você a observe com curiosidade intensa e desprendida.

2. Tente sentir o corpo. Sentir é o mesmo que relaxar; quanto mais você sente o corpo com inteira aceitação, mais o funcionamento dele melhora automaticamente.

Infelizmente, o stress crônico reduz a nossa capacidade de sentir, porque injeta tensão em nosso corpo. Quanto maior a tensão, menor a sensação.

3. Imagine que os seus tecidos são maleáveis.  Músculos tensos são rígidos e duros; músculos relaxados são flexíveis e maleáveis.

4. Seja carinhoso com o seu corpo. O seu corpo é parte de você. Pense nele como uma criança sensível que precisa de amor e atenção. Ele merece ser ouvido e tem muito a nos ensinar.

5. Trabalhe com a respiração, diariamente. Considerando-se que você está tentando modificar hábitos antigos, que resultam em dor crônica, precisa de paciência e persistência. Os hábitos só mudam com a prática regular.
Ingrid Bacci, in  "Livre-se facilmente da dor crônica"

Fonte:  http://textosvaliosos.blogspot.com.br/

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