12 de janeiro de 2015

DESPEDIDA



¡Lo más triste no es despedirse, sino no saber hacia adónde ir…!  ¡Y lo más triste no es despedir al que parte, sino no saber dónde y para qué te quedas!

O mais triste não é despedir-se, senão não saber até onde ir…! E o mais triste não é despedir-se de quem parte, senão não saber onde e para que ficas!

Si toda la vida es un camino, y si toda la vida es una búsqueda, acéptalo, aunque te duela, toda la vida es una despedida.  ¡Y sólo aprendiste a vivir, cuando aprendiste a despedirte!  Y no habrás aprendido a caminar en libertad, buscando lo no alcanzado, mientras no te hayas despedido de lo andado y lo logrado.

Se a vida inteira é um caminho, e se toda a vida é uma busca, aceita, ainda que te doa, toda a vida é uma despedida. E só aprendeste a viver, quando aprendeste a despedir-se! E não terás aprendido a caminhar em liberdade, buscando o não alcançado, enquanto não tenhas se despedido do já andado e alcançado.

La libertad y la valentía que no tienes para despedirte de todo lo dejado y lo perdido, son la libertad y la fuerza que te faltan para seguir andando.

A liberdade e a valentia que não tens para despedir-se de tudo o que foi deixado e o perdido, são a liberdade e a força que te faltam para seguir andando.

Despídete: de los padres que ya no necesitas, y cuida de ti mismo haciéndote responsable de tu vida.

Despede-se: dos pais que já não necessitas, e cuida de ti mesmo fazendo-se responsável por sua vida.

Despídete: de los hijos que ya no te necesitan, y déjalos ser libres.

Despede-se: dos filhos que já não te necessitam, e deixa-os serem livres.

Despídete: de lo bueno que viviste, sin apegarte al tiempo que pasó, por temor del presente y el futuro.

Despede-se: do bom que viveste, sem apegar-se ao tempo que passou, por temor do presente e o futuro.

Despídete: del mal que cometiste, sin atarte con culpas y reproches; perdonándote a ti mismo.

Despede-se: do mal que cometeste, sem amarrar-se a culpas e reprovações; perdoando-se a si mesmo.

Despídete: de las ofensas que te hirieron, sin esclavizarte en la prisión del rencor y la amargura.

Despede-se: das ofensas que te feriram, sem escravizar-te na prisão de rancor e amargura. 

Despídete: de los que, muriéndose, partieron, para que dejes de esperar su regreso, y camines tu camino en la esperanza, de encontrarte tú con ellos…

Despede-se: dos que, morrendo, partiram, para que deixes de esperar sua volta, e caminhes seu caminho na esperança de encontrar-te tu com eles.

Despídete: Deja correr el río de la vida, llevándose las aguas que estás viendo, para que tengan lugar ante tus ojos las aguas que no viste todavía, y ya están viniendo…

Despede-se: Deixa correr o rio da vida, levando-se as águas que estás vendo, para que tenham lugar ante seus olhos as águas que não viste até então, e que já estão chegando…

René Trossero (psicólogo e escritor argentino)
Tradução Arnaldo V. Carvalho
Fonte:  https://arnaldovcarvalho.wordpress.com/2010/05/07/despedida-rene-j-trossero-en-espanol-y-portugues-comentarios-meus/



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3 comentários:

Carmem Grinheiro disse...

Há tanta coisa de que temos que nos despedir. Algumas, difíceis, mas necessárias, é facto.

bj amg

Carmem Grinheiro disse...

Há tanta coisa de que temos que nos despedir. Algumas, difíceis, mas necessárias, é facto.

bj amg

Luma Rosa disse...

As despedidas que fazem alarde sempre doem. Todos os dias, o dia se despede silenciosamente e nada sentimos, a não ser quando a soma desses dias, nos fazem compreender que o tempo não volta.
Beijus,